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Capixabas fazem parte de pesquisa que aponta imigrantes brasileiros em Portugal

17 Janeiro 2020
17 de janeiro de 2020
- Matheus Passos

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em um ano — Foto: Reprodução/Internet

Quando em uma conversa surge o assunto de residir em outro país, Portugal está entre os destinos mais citados pelos brasileiros. E no Espirito Santo não é diferente. Justificativa disso, é que um em cada quatro imigrantes em território português saiu do Brasil.

Pesquisa aponta que o número de brasileiros morando em Portugal aumentou 43% em um ano, passando de 105.423 em 2018 para 150.854 em 2019. As informações são do informações são do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ao jornal português Público, que foram divulgadas nesta quinta-feira (16).

O gestor financeiro Claudio Frazão, 45 anos, deixou o Brasil fugindo da insegurança do Rio de Janeiro, onde residia. “No Rio é uma bagunça e a gente veio viver essa experiência. A estadia tem sido excelente, porém, a maior dificuldade que a gente teve foi o português, que é bem diferente do Brasil”, destacou Frazão, que mora em terras portuguesas há quase dois anos. 

Já o Analista de Comunicação, o capixaba Denis Fernandes, 44 anos, está morando em Portugal desde 2016. No entanto, em outro momento, há 15 anos, ele já chegou a residir por três anos no país. “O que me trouxe a Portugal foi o estudo. Eu optei por fazer Mestrado em Ciências da Comunicação. Na estadia não tive dificuldades de adaptação, já que morei há 15 anos aqui e sei como é a vida. Conheço as diferenças entre os dois países”, destacou.

Não entram para as estatísticas oficiais os brasileiros que tenham dupla cidadania de Portugal, como é o caso da administradora Lôide Duarte, 36 anos, que em Portugal descobriu uma segunda Pátria, por ter conhecido o marido que já morava no país.

“Nos apaixonamos e casamos no ano seguinte e viemos viver aqui em março de 2010. No início foi muito difícil, deixar pra trás a família, amigos e começar uma nova vida. Não tive problemas com a minha documentação, pois meu marido tinha título de residência que abrange o cônjuge. Aprendi a amar este país, conheci pessoas de vários lugares do Brasil e da Europa”, pontuou Lôide, que trabalha há sete anos no departamento financeiro de uma faculdade portuguesa.

Lôide Duarte, 36 anos — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Denis Fernandes, 44 anos — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Claudio Frazao, 45 anos — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Os perfis atraídos a Portugal são variados: há desde imigrantes menos qualificados para trabalhar na agricultura, especialmente na região do Alentejo, até estudantes, famílias com crianças e também muitos aposentados. Só que nem tudo é como parece.

O clima de Portugal parece não agradar a quem estava acostumado com o calor extremo do Brasil, sendo essa uma das campeãs de queixa. Além disso, a saudade do país natal e de quem ficou para trás vai e volta sempre. Segundo Lôide, mesmo com a mãe dela indo visita-la com frequência, a saudade da família e dos amigos não ameniza nunca.

Graças à Deus minha mãe me visita com frequência e passa boas temporadas aqui comigo. Do Espírito Santo, tenho saudades das praias de águas quentinhas, da casquinha de siri, do churrasquinho, de ir lanchar na pracinha, de tomar baré, de comer cajá e sentar na calçada de casa em noite de verão pra conversar com os vizinhos”, listou a administradora. 

Mesmo não sendo capixaba legitimo, Frazão destaca que sente saudade do Espirito Santo, pois costumava fazer constantes visitas às terras capixabas. “A maior saudade do Brasil é a praia, calor. Da alegria do brasileiro. Também sinto muita falta das praias do Espírito Santo, como Guarapari, da moqueca capixaba, que a gente não acha aqui de jeito nenhum”, brincou. 

Já Fernandes, como Claudio e Lôide, também sente bastante saudades das praias e do clima tropical brasileiro. “O que mais me dá saudade do Espirito Santo são as praias e o clima, mas antes disso, o meu filho que ainda vive em Vitória e o qual eu já estou com um processo em andamento para trazê-lo para Portugal”, disse.

Mesmo diante do novo país, burocracias fazem com que capixabas passem por sufoco. De acordo com Cláudio, as oportunidade de trabalho existem, mas não são tão fáceis. Por conta disso, muitos brasileiros trabalham com entrega de comida e com transporte por aplicativo.

A procura por empregos alternativos acontece, principescamente, por conta da falta de documentação e pelo longo processo para tirar a permanência. Denis destaca que para conseguir oportunidades é preciso sair em busca. 

Outra área que chama bastante atenção em terras portuguesas é a de estética. Segundo Lôide, os brasileiros são referência. 


Em breve novidade aqui!!!

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