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Obesidade é fator de risco para o Coronavírus, afirma especialista

09 Abril 2020
9 de abril de 2020
- Ana Luiza Andrade

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As primeiras quatro mortes por consequência do novo Coronavírus (Covid-19)

registradas no Espírito Santo tinham um fator em comum: todas eram pessoas obesas.

Por isso, a presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional Espírito Santo (SBEM-ES) explicou como a doença se tornou um fator de risco e quais cuidados devem ser tomados para evitar complicações.

De acordo com Queulla Garret, presidente da SBEM-ES, a doença já havia sido considerada um fator de risco durante a pandemia da H1N1.

“A obesidade é considerada uma doença inflamatória, onde o tecido adiposo produz hormônios que contribuem para essa inflamação. Além disso, altera a competência do sistema imunológico do paciente, trazendo, com isso, dois fatores de agravamento para o Covid-19. Outra situação importante é que a obesidade geralmente está associada a outras doenças que também trazem o agravamento, entre elas hipertensão e diabetes”, explica.

A endocrinologista Mariana Guerra apontou ainda as dificuldades respiratórias como outro fator que pode trazer um quadro mais grave para quem tem obesidade, em caso de contaminação por Coronavírus.

“O obeso pode apresentar mais debilidades respiratórias e cardiovasculares e, numa doença como a Covid-19, isso faz muita diferença”.

Para a presidente da SBEM-ES, o mais importante, agora, é que não só os obesos, mas todas as pessoas permaneçam dentro de casa.

“As pessoas devem sair apenas para fazer o necessário. Se precisarem ir ao trabalho, que usem as devidas proteções, entre elas a máscara e o álcool em gel”.

A especialista também que ter obesidade não é uma sentença de morte para o Covid-19. “O mais importante é que as pessoas cuidem ainda mais de sua alimentação e atividade física. Sabemos que não é o momento para ir à academia e nem fazer exercícios ao ar livre, mas elas podem criar alternativas, entre elas pular corda, dançar e fazer corridinhas dentro de casa junto com a família para exercitar o corpo e cuidar da alimentação”.

A médica reforça a importância de evitar que essas pessoas fiquem ainda mais ansiosas. “Não usem essa informação para criar mais ansiedade e comer mais, pois isso pode piorar o processo inflamatório. É hora de se cuidar com alimentos mais naturais, entre eles frutas e legumes, manter uma boa hidratação, com chás, sucos naturais e evitar alimentos gordurosos, frituras, produtos embutidos e diminuir açúcares. O ideal é ter uma alimentação mais natural e simples possível”.

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