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Duas pessoas são presas em flagrante no ES por fraude no auxílio emergencial

20 Mai 2020
20 de maio de 2020
- Thais Rossi

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Material apreendido. Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal no Espírito Santo prendeu dois homens, em flagrante, suspeitos de fraudar R$ 110 mil em auxílios emergenciais, benefício pago pelo governo durante a pandemia de coronavírus (Covid-19).

As prisões aconteceram na noite da última terça-feira (19), nas Agências do Ibes, Vila Velha, e de Jucutuquara, em Vitória.

“Existe uma preocupação muito grande com o volume de dinheiro que tem sido destinado a criação do auxílio emergencial, benefício que veio ajudar nesse período de pandemia proveniente da Covid-19. Em função da necessidade de muitos saques, havia possibilidade de grupos, que clonam cartões, estarem atuando”, disse o delegado responsável pelo caso, Leonardo Rabello.

O delegado explicou que a coordenação geral de segurança da Caixa Econômica Federal repassou ao Serviço de Repressão aos Crimes Cibernéticos da PF (GRCC/DELEFAZ), em Brasília, a relação de agências com maior número de contestações de saques indevidos de auxílio emergencial e outros valores nos terminais de auto atendimento, dado que foi repassados estados.

No Espírito Santo, foram identificados dois suspeitos de clonar cartões de benefício social, por um dispositivo instalado em terminais de autoatendimento da Caixa. Parte desse material estava com eles durante o flagrante.

“Estavam instalados esse dispositivo e uma câmera, com o objetivo de ler cartões que, por não terem chip, permitem a leitura magnética. Com a câmera, os criminosos conseguiam a senha pra clonar os cartões e sacar em outros estados da federação. Essa prática é chamada vulgarmente de ‘chupa-cabra’, muito utilizada antigamente em fraudes bancárias. Em função de um trabalho de segurança feito pelos bancos, com criação dos chips, houve redução significativa. No entanto, nós estamos, nesse momento, em situação de crise, onde os cartões de bolsa-família e outros, que não tem chip, geram uma janela de oportunidades para que esses criminosos atuem”.

Segundo o delegado, com as prisões, a Polícia Federal conseguiu impedir que novas fraudes acontecessem durante o pagamento da 2ª parcela do auxílio, essa semana, e na 3ª, mais a frente. “Podemos projetar que eles roubariam cerca de R$ 220 mil em saques”, afirmou.

Os suspeitos, que já tinham envolvimento com o mesmo crime em outros estados, vão responder por furto mediante fraude, com pena que varia de dois a oito anos de reclusão. O material apreendido passará por perícia.

O volume de dinheiro e os outros estados onde os saques foram feitos não foram divulgados para não atrapalhar a investigação, que ainda está em andamento para identificar a extensão da fraude e mais envolvidos.

Quem foi prejudicado e não recebeu, segundo o delegado, será ressarcido pelo banco.

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