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Manuseio de dinheiro pode espalhar coronavírus? Especialistas respondem

20 Mai 2020
20 de maio de 2020
- Alexandre de Souza

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Foto: Divulgação

O manuseio do dinheiro, que agora , está no dia-a-dia de muitos capixabas. A rotatividade e a quantidade de vezes que uma única cédula passa de uma mão para outra é constante. Mas será que o ato espalha coronavírus?

A Associação Brasileira das Empresas de Transporte de Valores (ABVT) afirma que solicitou ao Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) um parecer para emissão e análise epidemiológica sobre o contágio por manipulação de dinheiro, por meio de cédulas e moedas. E que a conclusão é pela inexistência de evidências clínicas, em âmbito mundial.

A ABVT também defende que a proibição de dinheiro no Transcol será prejudicial a população mais carente do Espírito Santo, que não tem conta em banco e “utiliza o dinheiro como única forma de pagamento – incluindo, principalmente, os cidadãos cadastrados para receber auxílio emergencial do Governo Federal”.

Por outra lado, a infectologista Rubia Miosse disse que há estudos que provam que o papel moeda sé vetor conhecido de inúmeros microrganismo. Mas que não há verdade absoluta.

“É possível que tenham afirmado para a ABTV que não há estudo que demonstre a infecção pelo SARS-COV 2 (causador da atual pandemia de ) por meio do dinheiro, mas pode haver estudos comprovando a transmissão de doenças e o fato de ser um vírus transmitido por contato direto com secreções ou indireto por objetos já deduz que o dinheiro também pode veicular o coronavírus”, disse.

O papel moeda pode apresentar risco a saúde pública quando associado a manuseios simultâneos de alimentos, o que pode levar a disseminação de infecções.

Outro estudo, segundo a especialista, mostrou que as moedas monetárias abrigam bactérias e fungos potencialmente patogênicos (organismo capaz de produzir doenças infecciosas), que podem representar um risco à saúde pública. A higiene das mãos é, portanto, fortemente recomendada, especialmente para quem lida com comida e dinheiro simultaneamente.

E para segurança de todos, a infectologista dá dicas de cuidados para quem faz o manuseio contante de dinheiro. “Recomenda-se que, se possível, utilize outro meio de pagamento nas compras. Mas se não for possível, a higienização das mãos tanto do consumidor quanto do que recebe o dinheiro devem ser feita imediatamente após o contato”.

É o caso do comerciante Arceu Donatello, 46, dono de uma pequena mercearia, onde o dinheiro é a única forma de pagamento aceita. “Não consigo usar maquininhas de cartões. Tenho dificuldade em usa-las. O contato com dinheiro aqui é constante, mas tomo meus devidos cuidados ao atender. Uso máscara, passo álcool gel após o contato e lavo minhas mãos”, disse.

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