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Deputados criticam declarações de Bolsonaro sobre STF e reafirmam defesa da democracia

29 Mai 2020
Alessandro Molon: “Não ficaremos inertes a qualquer ataque ao Poder Judiciário". (Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)
src="http://www.oguiadacidade.com.br/portal/images/obgrabber/2020-05/25f076bf2a.png"/> EMPÓRIO MARCENARIA J. Regionalidades vc por dentro de tudo Publicidade Detran carnaval Publicidade Agência Solução SESA Aedes Aegipty Publicidade CORONAVÍRUS - SESA Publicidade CAMPANHA VACINAÇÃO GRIPE PublicidadePublicidadePublicidade
Vários deputados aproveitaram a sessão plenária desta quinta-feira (28) para ressaltar o compromisso em defesa da democracia. Eles criticaram declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de integrantes de sua família contra o Supremo Tribunal Federal (STF) após operação policial que investiga o financiamento de fake news.

O líder da Maioria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), destacou que as votações da Câmara dos Deputados só ocorrem em ambiente de normalidade porque são fundamentais ao enfrentamento do novo coronavírus. “Se não fosse esse período, e estivéssemos em tempos normais, nós pararíamos esta Casa hoje para fazer uma ampla defesa da democracia”, disse.

O líder da Oposição, deputado André Figueiredo (PDT-CE), criticou a postura de Jair Bolsonaro. “É mais uma semana em que nossa democracia corre riscos porque o presidente da República, que deveria ter a solidariedade com o brasileiro que perdeu seus entes queridos, continua fomentando o ‘gabinete do ódio’ contra a imprensa, contra adversários e contra o Poder Judiciário”, declarou.

O líder do PSB, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), disse que o Congresso Nacional não pode se intimidar. “Não ficaremos inertes a qualquer ataque ao Poder Judiciário. Não ficaremos calados porque sabemos que hoje é contra o Poder Judiciário e amanhã será contra o Poder Legislativo. O que está em jogo não é este ou aquele Poder, mas a nossa democracia. E nós vamos defendê-la”, afirmou.

Para o deputado Ivan Valente (Psol-SP), “não há normalidade no Brasil” já que o presidente “ameaça fechar o Supremo, desrespeitar as leis, desrespeitar as ordens judiciais, e estimula milícias no nosso País, inclusive milícias armadas”.


O líder do PT, deputado Enio Verri (PT-PR), afirmou que os parlamentares vão defender a independência dos poderes. “Não podemos ter poderes subordinados aos interesses pessoais do presidente. A Constituição não está, de maneira nenhuma, a serviço do presidente da República. Ela está acima do presidente da República”, ressaltou.

Vários deputados fizeram referência ao discurso da última terça-feira (26) do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em que ele cobra responsabilidade e diálogo das autoridades.

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