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Trabalho remoto será realidade para médicos, engenheiros e psicólogos após a pandemia

30 Junho 2020
30 de junho de 2020
- Gustavo Gouvêa

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Foto: Divulgação

Trabalho remoto e home-office. Esses termos se popularizaram no Brasil após o início da pandemia do no Brasil. Isso porque, após mais de 100 dias de isolamento social e confinamento nas residências, esses palavras viraram realidade na rotina de diversos profissionais como médicos, engenheiros, professores, jornalistas, publicitários, psicólogos e vários outros trabalhadores. E a tendência, na maioria delas, e que o trabalho remoto passe a fazer parte do cotidiano da maioria delas, após o fim da pandemia.

Ricardo Guariento, engenheiro civil e presidente em exercício do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), explicou que a necessidade de adequação provocada pela pandemia levou todas as profissões que fazem parte do Conselho ao trabalho remoto o que acarretou uma “evolução considerável” dos profissionais da área em relação à tecnologia.

“São questões que acabam envolvendo profissionais numa vertente que muitas vezes não estão preparados, mas ‘a necessidade faz o sapo pular’. E isso foi uma realidade na engenharia. Antes se você tinha uma dúvida ou demanda com profissional diferente, marcava uma reunião presencial. Com a pandemia isso diminuiu consideravelmente. Após a pandemia ou essas reuniões vão parar de acontecer ou serão eventuais, quando houver mesmo a necessidade, já que poderão ser pelos aplicativos de videoconferência, como têm acontecido. Essa é a maior adaptação, que poderia ter demorado 10 anos para acontecer, mas que teve que ser adiantada”, explicou Guariento.

Celso Murad, presidente do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), explicou que a telemedicina já fazia parte do comportamento médico, mas será algo acentuado no pós-pandemia. Segundo ele, a medida será benéfica no intuito de levar conhecimento técnico para áreas mais remotas que contam com quantitativo insuficiente de profissionais.

“Poderemos levar o conhecimento técnico principalmente para áreas mais remotas e regiões de periferias, o que hoje é concentrado nos grandes centros. Poderemos monitorar o paciente a longa distância e de forma especializada, evitando a remoção para centros maiores. E, claro, periodicamente terá a consulta presencial. A relação médico-paciente é imprescindível. A telemedicina sempre existiu, e, muitas vezes, evita o deslocamento desnecessário. Facilita muito a comunicação a distância entre médico e paciente. É uma ferramenta extremamente importante e vai aumentar a segurança do atendimento à distância”, afirma Murad.

Professor do Departamento de Psicologia da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), Adriano Jardim acredita que as consequências do isolamento social devem aumentar a demanda dos psicólogos após da pandemia. O trabalho remoto da categoria, que apresenta desafios em virtude das limitações impostas pelo meio virtual, também tende a se acentuar.

“Imagina-se que as preocupações com novas ondas da Covid19 levem a uma maior incidência do trabalho remoto, devido à permanência de muitas pessoas no isolamento como medida de precaução. Além disso, os desafios de uma economia mundial fragilizada, devem impactar nas condições laborais e psicológicas gerais. Sendo assim, o psicólogo deve ser chamado cada vez mais a realizar o seu trabalho no sentido de promover melhores formas de enfrentamento psicológico a esses desafios”, explica.

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