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No grupo de risco, aposentado anda com placa pela GV com dicas para evitar a Covid-19

10 Julho 2020
10 de julho de 2020
- Matheus Passos

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Foto: Divulgação/Internauta

Indivíduos acima de 60 anos, portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e asma estão mais propensos a ter complicações e morrer de . No entanto, essas observações não intimidaram o aposentado e vendedor de coco Leoneo Pereira, 76 anos, a sair pelas ruas da Grande Vitória levando placas com dicas para evitar a propagação do .

Morador do bairro Oriente em Cariacica, na região Metropolitana, Pereira contou que apesar de estar no grupo de risco, ele quer viver muito para conscientizar as pessoas sobre as formas de evitar o contágio do vírus. Há pelo menos três meses com a ação, o aposentado já percorreu da Avenida Expedito Garcia, em Campo Grande, também em Cariacica, à Avenida Leitão da Silva, em Vitória.

“Eu saio com a maior confiança. A gente tem que evitar sair, mas vou com máscara, álcool no bolso e sem aglomeração, e o pessoal quando falo que tenho 76 anos dizem que eu não tenho essa idade não, por não transparecer”, contou.

Com a repercussão grande, o aposentado também relatou que por onde passou pessoas, que não estavam utilizando a mascara, por exemplo, compravam, ou, até mesmo, outras que estavam com a máscara no queixo já colocavam da maneira correta. “Serviu de propaganda para os vendedores de máscara, e tem pessoas compartilhando as placas em grupos de aplicativos de mensagem”. 

Inquieto desde sempre, Leoneo quando se aposentou procurou outro ofício. Até antes das medidas de restrições, vendia coco no bairro Jardim Camburi, em Vitória. No entanto, o aposentado também já trabalhou na lavanderia do Hospital das Clínicas, em Maruípe, Vitória. “Dá pra gente ir levando, porque tenho uma aposentadoria. Aqui e ali a gente faz para não ficar parado de vez, já que quem é acostumado a trabalhar quando para fica doente. Estou com a ideia de voltar”, admitiu. 

Como vendedor de coco, Pereira ainda destacou pontos importantes para os apreciados do fruto, como: evitar compartilhar copo, seja de qualquer tipo de bebida para barrar a contaminação; não consumir a massa do coco, que já se encontra aberto, e só consumir se o coco for aberto na hora; e, por fim, não usar a tradicional colher que é feita com o próprio coco, pois o vírus pode estar ali. 

Vale lembrar que a partir das consequências impostas pelas medidas de restrição para conter a contaminação do vírus, o os mais vulneráveis.

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