-->

CRM-ES reforça que médicos têm autonomia para usar Cloroquina

10 Julho 2020
10 de julho de 2020
- Ana Luiza Andrade

Curta, comente e compartilhe!

O Espírito Santo já registra quase duas mil mortes por

coronavírus desde o início da pandemia. Por esse motivo, o Conselho Regional de Medicina (CRM-ES) reforça a prescrição médica como o melhor tratamento no combate à Covid-19. E que, sendo assim, não será acometida infração ética aos que fazerem o uso de medicações sem comprovação científica.

 

Embora os ensaios clínicos randomizados prospectivos sejam a maneira mais fidedigna e confiável de atestar a efetividade de um tratamento farmacológico, tais trabalhos demandam tempo para delineamento e publicação.

E de acordo com o conselho, até o momento, muitos estudos para o enfrentamento à pandemia de Covid-19 estão em andamento, mas que nenhum deles está, de fato, concluído.

Por este motivo, o Conselho anunciou, em nota, que reforça a autonomia do médico na prescrição do melhor tratamento possível.

E cita que “no tratamento de um paciente, quando intervenções comprovadas não existirem ou forem ineficientes, o médico, após buscar ajuda especializada e com consentimento informado do paciente ou seu representante legal, pode recorrer a intervenções não comprovadas que em seu julgamento ofereçam esperança de salvar a vida, reestabelecer a saúde ou aliviar o sofrimento. Quando possível, tais intervenções devem ser objeto de pesquisa, desenhada para avaliar segurança e eficácia. Em todos os casos, tais informações devem ser registradas e, quando apropriada, publicadas”.

O Conselho Federal de Medicina editou o parecer CFM 04/2020, onde reconhece que, diante da situação, não cometerá infração ética ao médico que utilizar de medicações ainda não fundamentadas por estudos para o tratamento de pacientes portadores da .

Segundo o presidente do CRM-ES, Dr. Celso Murad, entre os medicamentos liberados para a prescrição médica, está a hidroxicloroquina. “Quando a nota cita protocolos de tratamento precoce, estão incluídos todos os medicamentos que o médico julgar necessários usar, o que inclui os medicamentos polêmicos”.

O presidente do Conselho citou também que, no Pará, protocolos para o tratamento inicial, na fase 1, reduziram vertiginosamente o número de mortes. O CRM-ES fez uma comparação entre os dados que serão apresentados na próxima semana ao secretário de estado da Saúde, Nésio Fernandes.

We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree