Quarta, 12 Agosto 2020 17:12

Dois anos em um e não passar reprovados: o debate da volta as aulas entre deputados

Os debates em torno da volta ou não das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares no Espírito Santo, e as consequências da decisão, circundam em todas as esferas do Estado,

incluindo a Assembleia Legislativa (Ales).

A reportagem do entrou em contato com os deputados estaduais Vandinho Leite (PSDB), presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Estado (Ales), e Sérgio Majeski (PSB), membro efetivo da Comissão, para saber quais saídas podem ser possíveis para o ano letivo de 2020, uma vez que o protocolo de retomada não significa retorno das aulas, mas um processo, que será dividido por etapas.

Por meio da assessoria, Vandinho Leite disse que a grande questão não é só a desigualdade entre a rede pública e privada, já que, segundo ele, “dentro das próprias redes, também há grandes diferenças”.

“Temos redes de ensino que ficaram meses sem encaminhar uma atividade aos alunos [nem atividades remotas nem física]. Para voltar às aulas presenciais, a primeira coisa é fazer testagem em massa nos alunos e profissionais da educação e dimensionar o nível de risco. Aí sim é possível falar em possibilidades”, declarou, destacando que este ano está perdido para muitos alunos, incluindo aqueles que tiveram aula remota.

Majeski, por sua vez, afirma que os debates devem ser pensados a partir do momento em que as aulas presenciais voltarem. “Se a gente olha o que está acontecendo com o transporte público lotado e poucas pessoas tomando cuidado, as possibilidades de retorno são pequenas. Nós já estamos em meados de agosto e não acredito que as aulas voltem em setembro”.

Majeski, ainda destaca que mesmo com as consequências da pandemia na educação, não cabe o debate de passar todos os alunos, ainda que reprovados. De acordo com o deputado, a questão não pode ser resolvida a partir da aprovação de uma lei, por exemplo.

“A meu ver teria que ser discutido no Congresso e, mesmoassim, de que adianta? Se esse conteúdo [do ano letivo de 2020] não foi dado,ele vai terá que ser dado em algum momento. Além disso, se a gente voltar àsaulas com uma segurança mínima, seja em outubro ou novembro, não existe tempode recuperar o ano letivo, agora”, ressaltou.

Por outro lado, Vandinho considera fazer dois anos em um, em2021, ou reorganizar durante os anos seguintes. Além disso, no retorno dasaulas presenciais, o deputado destaca que “o currículo precisará ser revisto econteúdos ministrados EAD deverão ser revisitados a partir de avaliaçõesdiagnósticas a fim de analisar como se comportou a aprendizagem desses alunosdurante este período”.

As aulas presenciais nas escolas públicas e particulares no Estado estão suspensas, por causa da pandemia, desde o dia 17 de março — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em resposta a , a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) informou que divulgou o , que impôs a necessidade de distanciamento social e, consequentemente, a suspensão das aulas presenciais no Estado.

“Excepcionalmente para o ano letivo de 2020, a carga horária anual será de, no mínimo, 800 horas, independentemente do quantitativo de dias letivos indicados no calendário escolar. As organizações curriculares do ano letivo de 2020 deverão ser ajustadas para se adequarem ao mínimo de 800 horas anuais”, explicou por meio de um comunicado.

tambémprocurou o Sindicato dos Professores do Estado do Espírito Santo (Sinpro-ES) para saber um posicionamento, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

As aulas estão suspensas, por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), desde o dia 17 de março.

Cerca de um mês depois, em 14 de abril, o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, ao anunciar algumas soluções diante da pandemia do novo coronavírus, afirmou que .

No entanto, ponderou que é preciso ter cautela para “bater o martelo”.


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