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“Vou pedir à Polícia Civil que investigue se a Enel cometeu algum crime”, diz Henrique Arantes

13 Novembro 2019

Possível denúncia é motivada por reclamações de clientes sobre quedas de energia. Parlamentares querem verificar se há infração no serviço oferecido pela companhia

Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, Henrique Arantes (PTB) e o relator, deputado Cairo Salim (Pros) falaram nesta terça-feira, 12, ao Jornal Opção, sobre as últimas atualizações da investigação de possíveis irregularidades na prestação de serviço da companhia de distribuição de energia aos consumidores goianos.

“Farei um requerimento para pedir à Policia Civil (PC) realizar um inquérito para investigar se a Enel cometeu algum crime. Eu acredito que sim, porque temos uma série de consumidores que queixam e não têm atendimento. Então acredito que dá um crime do consumidor”, afirmou o presidente da CPI, Henrique Arantes.

“Não é um caso isolado, são vários e pode caracterizar algo mais grave, como formação de quadrilha, crime organizado (…) Estamos pedindo à polícia civil a investigação para ver se conseguimos aplicar alguma penalidade à Enel. Ela não tem o mínimo de respeito com o consumidor, fazem as coisas como querem. Eles têm que entender que aqui tem lei e que não se pode fazer desta forma”, declarou o parlamentar.

“Recebemos muitas denúncias de quedas de energias pelo Estado. Essas quedas às vezes duram três, quatro, cinco dias a uma semana. A zona rural sofre bastante e as indústrias também, nas cidades. O papel da CPI, além de acompanhar as relações da Enel com o Governo do Estado é exigir que ela invista em Goiás. Temos um problema aqui na rede de distribuição de energia e só tem um jeito de resolver: com a empresa investindo dinheiro”, informou Cairo Salim.

Audiências

Na noite desta terça-feira, 12, o presidente da CPI da Enel, Henrique Arantes (PTB) e o relator, deputado Cairo Salim (Pros), fazem audiência pública em Palmeiras de Goiás, na Câmara Municipal de Vereadores, para ouvirem as queixas e as demandas dos vereadores, líderes de empresas e sindicatos, além da própria população que poderá se manifestar, em relação à companhia de distribuição de energia. A agenda da CPI está definida até dezembro deste ano e passará por diversos municípios para apurar in loco as irregularidades que estejam em ocorrência por todo o Estado.

Nesta quarta-feira, 13, o relator participa da inauguração de uma subestação de energia no município de Jaraguá, onde a audiência pública já passou. “Na cidade estava caótica a falta de energia na parte da tarde. A Enel fez um investimento de emergência e resolveu paliativamente. A CPI já está trazendo efeitos positivos, melhorias na energia de Goiás”, comemorou.

Ainda, deve ocorrer uma sequência de três oitivas, em reuniões na Alego. No dia 28 deste mês, com o diretor de Relações Institucionais da Enel Brasil, José Nunes e, no dia 5 de dezembro, a CPI vai ouvir o presidente da Aneel, André Pepittone, convidado para prestar depoimentos aos deputados estaduais. Já o presidente da Enel Brasil, Nicola Cotugno, foi convocado para o dia 12 de dezembro.

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