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“Resguardaram interesses dos militares, que parecem intocáveis”, diz vereador sobre Previdência

07 Dezembro 2019

Paulo Magalhães (PSD) teceu duras críticas à flexibilização feita no texto da reforma aprovada no Senado para as forças armadas

Paulo Magalhães (PSD), que é vereador por Goiânia | Foto:

Fernando Leite / Jornal Opção

O vereador Paulo Magalhães (PSD) teceu duras críticas à previdência dos militares, aprovada no Senado. De acordo com o parlamentar, a reforma da Previdência traz uma discrepância muito grande entre civis e militares. “Resguardaram os interesses dos militares da Aeronáutica, Marinha e Exército, que parecem ser intocáveis”, argumenta.

Paulo citou o caso das pensões pagas pelo Estado aos filhos de militares até a idade adulta. “Enquanto isso o homem do campo se aposenta com R$ 400,00, valor que não paga sequer a alimentação e remédio”, exemplifica.

“Trabalhei 50 anos, sendo três mandatos como vereador e aposentei ganhando R$ 2.245,00. Se eu morrer hoje minha esposa receberá pouco mais de mil reais. Essa é a discrepância que eu questiono. É o preço por termos eleito um presidente biônico”, afirma Paulo.

Para o vereador, o presidente da República, Jair Bolsonaro, é um robô. “Ele não tem sensibilidade. Os filhos dele fazem maracutaia e o Supremo Tribunal Federal sequer consegue fazer uma investigação sobre as denúncias”, diz Magalhães. “É uma afronta a todos os brasileiros, que aplaudem essa barbárie”, complementa.


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