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Livro resgata a história do lendário Jornal da Tarde, o JB de São Paulo

08 Dezembro 2019

O jornal da família Mesquita projetou estrelas como Mino Carta, Murilo Felisberto, Ulysses Alves de Souza, Tão Gomes Pinto e Hamilton Dias Filho

O “Jornal da Tarde” era uma espécie

de “Jornal do Brasil” dos paulistas. Lá se podia ler a crítica literária precisa e bem informada de Léo Gilson Ribeiro e o jornalismo literário de Marcos Faerman (sobre o qual escrevi um texto, mas tive de apagar, para não ser processado por sua ex-mulher, uma médica). Victor Civita buscou Mino Carta para editar a revista “Quatro Rodas” no célebre “JT”. A equipe, excelente, brilhou tanto no “JT” quanto, mais tarde, na revista “Veja” e outras publicações. Entre os grandes jornalistas estavam Ulysses Alves de Souza, Hamilton Dias Filho, Tão Gomes Pinto, Sérgio Pompeu, José Carlos Marão, Fernando Semedo, Fernando Morais, Ivan Ângelo, Carlos Brickmann, Murilo Felisberto.

Murilo Felisberto: grande editor do Jornal da Tarde | Foto: Reprodução

O “JT” tinha um suplemento de cultura, o “Caderno de Sábado”, que era um espetáculo, com textos de excelente nível. O jornal ganha sua biografia no livro “Jornal da Tarde — Uma Ousadia Que Reinventou a Imprensa Brasileira” (Record, 364 páginas), de Ferdinando Casagrande.

Leia sinopse da editora

“Ao contar a história do ‘Jornal da Tarde’, neste livro vencedor do Prêmio Amazon de Livro-Reportagem, Ferdinando Casagrande traz exemplos de como a profissão de jornalista entusiasma, empolga, encanta. Ninguém sentia os sacrifícios exigidos na busca da informação e no esmero ao apresentá-la com brilho e clareza, de maneira que o leitor se sentisse atraído e, de imediato, entendesse o que lhe era oferecido para ler. A equipe inteira se empenhava nisso, todos vibravam a cada edição.

Léo Gilson Ribeiro: crítico literário do Jornal da Tarde

“Todos tinham consciência de que estavam produzindo o jornal mais criativo do Brasil. Estudiosos do jornalismo com certeza perceberão que o ‘JT’ de 1968 introduziu um jeito novo, diferente, de iniciar o texto jornalístico, até então dominado pela fórmula consolidada uma década antes pelo ‘Jornal do Brasil’, do Rio de Janeiro. O autor mergulha nas mais de quatro décadas e meia de glória e derrocada do notável jornal da família Mesquita. É trabalho de fôlego, como o leitor verá. Tomou a decisão de escrevê-lo quando deixou o jornal, poucos anos antes do fim. E acabou nos legando, com sucesso, não o obituário, mas a história completa, de excelente leitura”.

Trata-se de um livro imperdível. Como o “Jornal da Tarde” era imperdível. O jornal era bem escrito, inteligente e, por vezes, irreverente.


Em breve novidade aqui!!!

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