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Estudo revela que 34,2% da população de rua de Goiânia teve problemas familiares

10 Dezembro 2019

De acordo com os dados coletados pela Universidade Federal de Goiás, as pessoas em situação de rua são, a maioria, analfabetos, negros e estão nessa situação há pouco tempo 

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Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas (SMDHPA), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG,) divulgou nesta terça-feira,10, o resultado do 2° Censo da População em Situação de Rua e o 1° levantamento dos Trabalhadores de Rua em Goiânia. De acordo com os registros, existem 353 pessoas em situação de rua na capital, entre idosos, adultos, adolescentes e crianças.

De acordo com os dados, essas pessoas são, a maioria, adultos (81%), analfabetos (9,1%), negros (75,4%) e estão nessa situação há pouco tempo e por causa de problemas familiares (34,2%). As estatísticas não incluem pessoas que, embora tenham a rua como espaço de sociabilidade e de sobrevivência econômica, possuem um local de moradia — como catadores de reciclados, trabalhadores de rua, entre outros.

O titular da SMDHPA, Filemon Pereira, afirmou que conhecer a realidade das pessoas em situação de rua é fundamental para a construção de políticas públicas efetivas para elas. “Nós vamos abrir alguns cursos de alfabetização em parceria com Universidade Federal de Goiás e, com o IFET [Instituto Federal de Educação Tecnológica], cursos de qualificação profissional. Esse é primeiro passo que nós queremos dar a partir do próximo ano” complementou.

Além disso, Filemon Pereira afirmou que existem outras questões que dependem muito da Prefeitura, como saúde física e mental, habitação, entre outras. No entanto o resultado da pesquisa deve mudar os rumos das discussões. “No início do ano a gente se reuniu e a ideia era: ‘a polícia precisa tirar os moradores de rua’, não aceitamos mais essa quantidade de gente na rua, estão incomodando os comerciantes. Agora a nossa leitura foi de que não podemos fazer isso com a população, não é disso que a cidade precisa”.

Para a realização do estudo, foram escaladas 74 pessoas, entre voluntários, bolsistas e Pesquisadores Necrivi. Nas próximas etapas, estão previstas entrevistas com pessoas em situação de rua, movimentos sociais que trabalham com essa população, agentes
estatais que atuam em políticas relacionadas com esse assunto e com pesquisadores da área.

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