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“Não vai faltar sala de aula para ninguém no Estado de Goiás”, garante Caiado

17 Janeiro 2020

Governador disse que a unificação das 22 escolas da rede estadual de ensino com baixo nível de ocupação para alcançar a expansão do ensino em período integral

Caiado em entrevista

“Nós queremos resgatar a autoestima da escola. Quando você melhora o ambiente, a qualidade de ensino e evolui para uma escola em tempo integral, você está investindo corretamente o dinheiro [público] no resultado do aluno”, ressaltou o governador Ronaldo Caiado (DEM), durante entrevista ao programa “Fala Goiás em Rede”, da Rádio Brasil Central, nesta sexta-feira, 17.

Ronaldo Caiado esclareceu que a unificação das 22 escolas da rede estadual de ensino com baixo nível de ocupação – a maioria teve menos de 50% de suas vagas ocupadas em 2019 – é um mecanismo da Secretaria de Estado da Educação para alcançar a expansão do ensino em período integral. E assegurou: “Não vai faltar sala de aula para ninguém no Estado de Goiás”.

A fusão de escolas com baixo índice de ocupação, explicou o governador, otimiza os recursos públicos para garantir a todos os alunos da rede a melhoria constante da qualidade de ensino.

No município de Fazenda Nova, por exemplo, o Colégio Estadual Tiradentes, com capacidade para atender 434 alunos, contou com apenas 126 estudantes em 2019. A 700 metros da unidade está a Escola Estadual Professor Alfredo Nasser, para onde os alunos foram transferidos para o ano letivo de 2020.

Hoje, o Estado conta com 151 escolas de ensino em período integral e a transformação está em curso. Há um convênio com a União para adotar o mesmo formato em outras 24 unidades da rede.

Segundo ele, Goiás recebeu ainda um repasse de verba do Ministério da Educação para ampliação das salas na região do Entorno, além da instalação de mais quatro escolas cívico-militares. “Esse é um processo de revolução no Estado de Goiás e um direcionamento para avançarmos a passos largos para a educação em período integral”.

Crise energética

Durante a entrevista, Ronaldo Caiado também respondeu a questionamentos sobre a busca por soluções para a crise energética que Goiás. O governador defendeu a troca do controle da concessão da distribuição de energia elétrica da Enel para a portuguesa EDP, empresa que opera no Espírito Santo e que oferece um serviço de excelência, de acordo com a avaliação do governo local. A EDP já demonstrou total interesse em atuar no Estado.

Caiado pontuou que a Enel não conseguiu cumprir as metas acordadas com o governo no início do ano passado e que a empresa atua em Goiás sob o descrédito da população. Caiado destacou que dois termos de compromisso já foram assinados pela empresa, um em janeiro e outro em agosto de 2019. Mesmo assim, em outubro e novembro, com o início do período chuvoso, o Estado viveu um enorme colapso energético, causando prejuízos em todos os segmentos.

O governador afirmou que conta com o apoio do Governo Federal para a transição, que seria feita por meio de troca de ativos. Uma audiência com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, já foi solicitada por Caiado, que pretende anunciar oficialmente o interesse da EDP na negociação.


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