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Prefeitura rebate relatório sobre situação fiscal da capital

20 Fevereiro 2020

Segundo cálculo realizado pela Prefeitura, Goiânia deveria receber nota 8,47, não 4,56 como considerado pela consultoria que realizou pesquisa

Alessandro Melo, secretário de Finanças da Gestão Iris Rezende | Foto:

Larissa Quixabeira / Jornal Opção

A Prefeitura de Goiânia divulgou comunicado, nesta quinta-feira, 20, em que rebate relatório produzido pela consultoria Tendências sobre capitais que chegam no fim do mandato com situação fiscal agradável. O relatório colocou a capital goiana com nota 4,56 considerada fraca dentro da classificação elaborada pela instituição que fez a pesquisa.

O comunicado afirma que a Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) teve seu pedido para acesso à memória de cálculo e dados utilizados negado. No entanto, utilizou metodologias estatística de escala, notas ponderadas por indicador e pelo ano, para chegar avaliar as finanças da capital.

Segundo o cálculo feito pela Sefin, Goiânia deveria ter obtido nota 8,47 no ranking nacional das Capitais. Número que é quase o dobro do 4,56 informado pela Tendências. O comunicado diz que a Secretaria identificou um grave erro metodológico na análise dos números da contabilidade pública.

A consultoria Tendências compara exercícios fechados (de janeiro a dezembro) em 2017 e 2018 com dados parciais de 2019. No setor público, conforme argumenta a Sefin, a sazonalidade das receitas e despesas não garante proporcionalidade entre o período avaliado pela consultoria e o exercício inteiro.

Assim, a Sefin diz que solicitará, ainda extra-judicialmente, à Tendências Consultoria Integrada o acesso à memória de cálculo e aos dados utilizados para obtenção do ranking sobre a situação fiscal das Capitais do Brasil. Segundo o comunicado da secretaria, os “resultados são questionáveis e, por isso, a Secretaria de Finanças busca informações seguras quanto ao rigor técnico que embasou os dados divulgados pela consultoria à imprensa nacional”.

Ranking

Segundo o levantamento da Tendências, as prefeituras de Rio Branco, Palmas, Boa Vista, Curitiba, Porto Velho, Vitória, Aracaju e Manaus são as que estão com as contas públicas mais ajustadas entre todas as capitais do país.

As prefeituras receberam notas de 0 a 10 com base em seis indicadores: endividamento; poupança corrente, liquidez, resultado primário, despesa com pessoal e encargos sociais e investimentos. Cada item recebeu um peso diferente e, em seguida, foi feita uma média para cada. O estudo engloba o período de 2017 ao primeiro semestre de 2019.


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