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Entenda porque “bioglitters” não são biodegradáveis

24 Fevereiro 2020

Testes de Instituto apontam que os produtos vendidos com rótulos que prometem não causar prejuízo à natureza têm equívocos quanto ao nome, mas são mais recomendados

Foto: reprodução

Já protagonista

do carnaval brasileiro e de muitas outras festas do País, os glitters, produtos chamativos usados em fantasias e em cobertura corporal se destacam não só pelo brilho, como pelo risco que pode causar ao meio ambiente. O tema que já é discutido há alguns anos fez surgir os chamados “bioglitters”, alternativo aos brilhos feitos de plástico, mas que não são necessariamente “biodegradáveis”.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) aponta que, no caso dos glitters convencionais, o grande problema está quando o material alcança rios e mares e entram na cadeia alimentar de seres vivos.

Observando isso, o instituto testou rótulos de bioglitters. O resultado demonstrou que nos rótulos testados, o material era composto por 96% de mica (mineral) e 4% de corante natural. Em razão da mica ser um material inorgânico, o conceito de biodegradável não se aplica a ele, aponta o IPT.

“Não há o que biodegradar: o componente principal não pode servir de alimento, ou a princípio, ser fonte de energia; o corante natural pode, mas está em uma porcentagem pequena na formulação”, pontua a pesquisa.

Apesar disso, o material é, de fato, mais recomendado. “A mica faz parte da composição da areia, e na quantidade em que são utilizados os glitters, não teriam potencial de causar um problema de sedimentação, entupimentos ou algo do tipo. Do ponto de vista ambiental, me parece bem melhor usar o glitter mineral ao invés do polimérico comum”, finaliza o resumo divulgado.


Em breve novidade aqui!!!

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