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15 políticos que podem disputar a Presidência da República em 2022

29 Março 2020

João Doria, Luciano Huck, Rui Costa e Ciro Gomes devem ser os grandes adversários de Bolsonaro. Sergio Moro pode ser a surpresa

A eleição para presidente da República será daqui a

dois anos e seis meses. “Um pulinho”, afirmam políticos profissionais. Considerando que o prazo para desincompatibilização, filiações partidárias e mudança de partido será 4 de abril de 2022, daqui a dois anos, o tempo é ainda mais curto. Na prática, os políticos estão em campanha. Por quê? Primeiro, porque o presidente Jair Bolsonaro está em campanha — sempre no palanque. Segundo, por causa do coronavírus, com Bolsonaro apostando que o isolamento aos poucos vai desagradar a população — que terá receio de perder empregos — e governadores apostando que o isolamento é crucial para reduzir o número de vítimas, seguindo o que estão orientando os especialistas, a disputa eleitoral está na ordem do dia. Bolsonaro está apostado alto. Pode virar herói ou sair queimado.

A grande disputa se dará, possivelmente, entre um candidato de direita, um de esquerda e um de centro. Ciro Gomes, por exemplo, planeja ser o grande nome da esquerda, e aproximando-se de parte do centro. Seu grande adversário é a língua mortífera. Bolsonaro, João Doria, Luciano Huck, um nome do PT e Ciro Gomes serão, provavelmente, os cinco players do pleito.

1 — Ciro Gomes/PDT

Ciro Gomes: grande nome do PDT | Foto: Reprodução

A língua viperina do político do Ceará é uma “adversária” de peso. Embora inteligente, raciocina, ao atacar os adversários, como se não fosse. O PDT e o PSB, aliados, querem ocupar o espaço do PT. Será possível? Ainda não se sabe. Mas uma grande frente política pode torná-lo competitivo. Como não é possível “cortar” sua língua — até porque ela também é seu forte —, umas aulinhas de etiqueta poderiam ajudá-lo a ser mais moderado e, portanto, palatável.

2 — Flávio Dino/PC do B

Flávio Dino e Lula da Silva| Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula

Se depender de Lula Silva, deve ser o candidato do PT a presidente. Mas parte do PT não quer, mesmo que seja candidato pelo partido. Pelo Partido Comunista do Brasil, dado o peso do anticomunismo, não tem chance nenhuma. Se quiser disputar, tem de migrar para um partido eleitoralmente consistente. O PT, com todos os seus problemas, ainda tem força eleitoral em todo o país.

3 — Jair Bolsonaro/Aliança pelo Brasil

Jair Bolsonaro, presidente da República | Foto: reprodução

Com ou sem crise, com ou sem coronavírus, o presidente da República conta com o apoio de um terço dos eleitores. Não é pouca coisa. Entretanto, se quiser (e claro que quer) ser reeleito, tem de se aproximar do centro político, em busca de um novo eleitorado. Em 2022, mesmo se o governo melhorar depois da tempestade, terá desgaste. E, com desgaste, precisa de novos apoios. O que se recomenda a Bolsonaro é mais Tancredo Neves e menos Olavo de Carvalho.

4 — João Amoêdo/Partido Novo

João Amoêdo | Foto: Divulgação

Em eleições altamente polarizadas, postulantes moderados, de matiz estritamente liberal, geralmente não têm vez. Em 2022, se João Doria e Luciano Huck estiverem no páreo, Amoêdo talvez não tenha chance alguma. A tendência, para enfrentar a direita de Bolsonaro e a esquerda de Lula da Silva, é o centro apostar unicamente num candidato, e este possivelmente não será Amoêdo.

5 — João Doria/PSDB

João Dória (PSDB), governador de São Paulo: grande nome do centro político | Foto: Reprodução

O governador de São Paulo gere, em termos de economia e população, não um Estado, e sim um país — com PIB superior ao de vários países da América Latina. Ele é articulado e moderado — um autêntico político de centro. Mas, para uma campanha presidencial, precisa criar a imagem de que não é apenas um representante das elites. O enfrentamento recente com Bolsonaro, por causa do coronavírus e do isolamento das pessoas, pode chamar a atenção do país para si. Seria um político que, para além da economia, se preocupa com as pessoas, todas elas. É o principal nome do centro. Se Luciano Huck disputar, os dois, longe de ficarem fortes, se enfraquecem.

6 — José Maria Eymael/DC

José Maria Eymael | Foto: reprodução

Ei, ei, ei: o Eymael é o eterno candidato. Sabe que não tem chance alguma. Mas mantém acesa a chama do partido, fortalecendo candidatos a deputado federal e estadual nos Estados.

7 — Luciano Huck/Sem partido

Luciano Huck, apresentador do programa “Caldeir„o do Huck”, da Rede Globo.

O Cidadania o quer, assim como outros partido. Para ficar ainda mais forte precisa ser consolidado como “o” candidato do centro político. É popular, dada sua presença na tela da TV Globo, há anos. Mas, para enfrentar uma direita forte, com Bolsonaro, e uma esquerda também forte, com dois núcleos — o do PT e a união entre PDT e PSB, precisará do apoio de outros políticos de centro, como João Doria.

Guilherme Boulos | Foto: Bruna Aidar/Jornal Opção

8 — Marcelo Freixo ou Guilherme Boulos/PSOL

Nenhum dos dois têm chances de ganhar. O objetivo deles é fortalecer o partido, criar estruturas nos Estados. Boulos é mais conhecido, mas Freixo é mais articulado e mais moderado, se se pode dizer assim.

Marina Silva | Foto: Reprodução

9 — Marina Silva ou Randolfe Rodrigues/Rede

A favorita para a disputa na Rede é Marina Silva. Mas, como se tornou uma “grande” perdedora, o partido pode preservá-la e bancá-la para o Senado (por exemplo, no Distrito Federal) ou deputada federal. Se isto acontecer, o senador pode disputar a Presidência. Os dois são políticos consistentes, mas, como são de esquerda, acabam atropelados pelo PT, pelo PSB e pelo PDT.

Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo | Foto: Reprodução

10 — Paulo Hartung/Sem partido

O ex-governador do Espírito Santo é tido como um “consertador” de governos. Pode se tornar articulador da campanha de Luciano Huck. Seria melhor candidato, em termos técnicos e de experiência em gestão, mas não é conhecido no Brasil. Huck tem mais apelo eleitoral.

Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados| Foto: Luciana Lombardi

11 — Rodrigo Maia/DEM

É um dos grandes nomes do DEM. Pode ser candidato a presidente, mas há quem aposte que será vice de João Doria (ou até de Luciano Huck). Percebeu, rapidamente, que um presidente da Câmara dos Deputados bem articulado, como ele, acaba se tornando uma espécie de primeiro-ministro — mesmo que o país seja presidencialista. Portanto, se não for candidato a presidente ou a vice de João Doria, pode muito bem continuar na Câmara. Está se tornando conhecido como a “anti-cara” de Bolsonaro.

12 — Ronaldo Caiado/DEM

Governador Ronaldo Caiado: grande nome do DEM no Brasil| Foto: divulgação

O governador de Goiás é o grande nome do DEM em todo o país. Seu recente enfrentamento com Bolsonaro, sugerindo que as pessoas fiquem em casa e cobrando responsabilidade do presidente, deu-lhe mais projeção nacional. Em Goiás, faz uma gestão moderna, competente e honesta. No poder, tem autoridade e não é populista.

13 — Rui Costa ou Jaques Wagner/PT

Rui Costa: o governador da Bahia é um dos destaques do PT | Foto: Reprodução

Lula da Silva prefere Flávio Dino ou Fernando Haddad (há quem aposte que será candidato a governador de São Paulo). Mas parte do PT pode se rebelar e batalhar pela candidatura do governador da Bahia, Rui Costa, ou pelo senador Jaques Wagner, também da Bahia. São dois nomes consistentes. Rui Costa é um governador eficiente e, politicamente, articulado. Seria a renovação do PT.

Sergio Moro: ministro da Justiça | Foto: Reprodução

14 — Sergio Moro/Sem partido

Há quem aposte que, se Bolsonaro estiver mal nas pesquisas, deve ser candidato a presidente bancado pelo grupo que está no poder. Mas comenta-se que prefere se tornar ministro do Supremo Tribunal Federal. É a figura mais popular do Brasil hoje.

15 — Wilson Witzel

Wilson Witzel | Foto: Reprodução

Há quem aposte que o governador do Rio de Janeiro vai à reeleição. Mas sua posição de confronto com o presidente Jair Bolsonaro indica que planeja disputar a Presidência da República, ou seja, almeja ser um político nacional. Seu combate à violência no Rio de Janeiro seria uma espécie de passaporte, uma maneira de dizer que se trata de um Bolsonaro com mais preparo.

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