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Raiva: quais os efeitos à saúde e como identificar antes de explodir?

29 Março 2020

Felicidade, tristeza, medo e raiva, são os quatros sentimentos biológicos que podem ser facilmente (ou não) são notados através das expressões faciais. Um dos mais visíveis é a raiva. Querendo ou

não em algum momento ela vai aparecer. Mas será que ela tráz riscos à saúde? É normal sentir raiva?

O primeiro sinal da raiva é manifestado no coração que começa a bater mais rápido e mais forte, bombeando mais sangue para os músculos dos braços e das pernas, o que leva mais oxigênio para que possam aguentar a situação que causou esse sentimento. Com isso a pressão sanguínea aumenta, ocasionando formigamentos nos dedos e deixando a pele com aspecto mais frio.

A raiva de forma excessiva pode ser prejudicial não só para o organismo, mas também para as relações interpessoais, atrapalhando no convívio com outras pessoas, aumentando o nível de estresse e fisicamente pode se manifestar como uma depressão e ansiedade.

A psicóloga Yanna Santana fala que a raiva costuma aparecer por alguma questão de indignação, violação de direitos ou até mesmo os sentimentos, e a partir disso ela pode se manifestar, trazendo alguns resultados desagradáveis.

“Quando você não consegue expressar e guarda demais, a raiva pode se manifestar no seu corpo, trazendo algumas doenças psicológicas ou físicas”, afirma a psicóloga que diz que para controlar é preciso reconhecer de onde surgiu e o porque dela estar se manifestando.

Então como saber identificar a raiva no dia a dia?

É fácil identificar quando a tensão no corpo e a respiração superficial taquicardia ficar nervosa em um período curto de tempo. Expressões como “cara emburrada”, a perca do senso de humor, aumento no volume da sua voz ou a total ausência dela, são algumas das mais variadas ramificações visíveis no corpo.

O psicólogo Jadir Lessa fala que a raiva pode ser notada através das expressões faciais, movimentos corporais, através da verbalização, e que para cuidar disso é preciso que haja um acompanhamento profissional para poder ajudar a controlar e aprender a conviver com a raiva. Além disso ele chama atenção para não confundir o acompanhamento profissional com a utilização de medicamentos pois estes podem trazer danos à saúde. Pois muitos medicamentos deixam o organismo em momento anestésico.

A raiva sempre vai acontecer, pois ela faz parte do ser humano, e evitá-la nem sempre é algo positivo. Uma briga de causa é algo que não dá pra se resolver com um medicamento, dependendo da situação, a terapia pode ser o melhor caminho

afirma Jadir Lessa.

E o que fazer para controlar a raiva?

A primeira dica é: experimente contar de 7 em 7 de trás para frente. É quase impossível contar quando se está com raiva, fazendo isso seu cérebro irá ter que escolher no que focar, contar os números ou pensar nos motivos que o levaram a ter raiva, se tiver foco você irá conseguir contar tranquilamente.

Praticar atividades físicas pode ajudar na hora de aliviar a tensão. Então sempre é uma boa opção sair para caminhar ou correr, assim você pensar, colocar a cabeça no lugar e até mesmo esquecer o problema que lhe causou raiva. Mas como estamos em quarentena por conta da pandemia do coronavírus, a dica é: fique em casa.

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