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Quando as redes sociais prejudicam o combate ao coronavírus no Maranhão

29 Março 2020

No Maranhão, nas redes sociais, alguns internautas estão a postos para combater toda e qualquer notícia que traga atualizações de dados oficiais sobre os casos de Covid-19.

Até mesmo informações divulgadas

pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB), como a confirmação de 22 casos de Covid-19 no estado, em suas redes sociais, no sábado (28), às 22h59, são classificadas como suspeitas, por alguns usuários do Facebook.



Neste domingo, 29, a informação oficial divulgada pelo secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, através de seu Twitter, confirmando a primeira morte causada pelo novo coronavírus no Maranhão (um homem de 49 anos com histórico de hipertensão), gerou vários comentários que duvidam da veracidade do caso.



Logo após a divulgação do decreto, editado por Flávio Dino, suspendendo atividades comerciais e serviços não essenciais no estado (visando reduzir a circulação de pessoas e evitar contaminações com coronavírus), uma quantidade significativa de internautas passou a usar comentários, nas postagens, para desqualificar não apenas as informações repassadas pelos gestores públicos. Veículos de comunicação, que fazem a cobertura diária dos casos confirmados e descartados de Covid-19, bem como todas as atualizações da crise, no Estado e no Brasil, passaram a ser atacados, chamados de mentirosos, entre ofensas mais pesadas.

Os comentaristas virtuais tentam passar a ideia de que todas as notícias sobre casos de Covid-19, no Maranhão, sejam falsas, mesmo as confirmadas pelas autoridades locais e federais. Os mesmos internautas costumam usar informações falsas (fakes) para tentar refutar os dados oficiais. Existem até os que afirmam que o coronavírus é uma invenção da imprensa ou dos governadores.

OS FAKES QUE ATRAPALHAM

Notícias falsas, compartilhadas pelas redes sociais e comentários irresponsáveis, em postagens sérias, com informações de fontes oficiais, prejudicam a batalha contra o novo coronavírus, levando pessoas a descuidarem com as recomendações de prevenção, contribuindo para a proliferação do vírus e, consequentemente, matando as vitimas da desinformação.

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