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Externo positivo impulsiona Ibovespa, que renova máximas acima dos 110 mil pontos

05 Dezembro 2019
Além disso, as ações da Petrobras ganharam força. O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para o American Depositary Receipt (ADR) da petrolífera, com preço-alvo de US$ 17,00 -
Foto: Divulgação

Após uma abertura instável, o Ibovespa passou a renovar máximas logo após a divulgação da balança comercial norte-americana, que apresentou déficit menos intenso que o esperado. O resultado ficou negativo em US$ 47,2 bilhões em outubro, ante previsão de -US$$ 48,5 bilhões.

Além disso, as ações da Petrobras ganharam força. O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para o American Depositary Receipt (ADR) da petrolífera, com preço-alvo de US$ 17,00.

Internamente, a queda na produção de veículos em novembro divulgada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pode esfriar algumas estimativas de crescimento mais forte da economia brasileira após a produção industrial e o Produto Interno Bruto (PIB) de outubro.

Pouco antes da divulgação dos números, o dólar acelerou o ritmo de alta, renovando máxima em R$ 4,2135 (0,50%), com saída de capital estrangeiro do País. Os juros futuros também seguiam avançando, enquanto o Ibovespa operava perto da estabilidade, com viés de alta.

A produção de veículos no Brasil caiu 7,1% em novembro ante igual mês do ano passado. Em relação a outubro, o total fabricado representa queda de 21,7%. No acumulado do ano, houve crescimento de 2,7% em comparação a igual período de 2018. Em novembro, o setor fechou 1.305 vagas. Em 12 meses, são 4.835 postos de trabalho encerrados.

Às 10h51, o Ibovespa subia 0,37%, na máxima, aos 110.711,46 pontos. O dólar à vista tinha alta de 0,31%, a R$ 4,2157. Petrobras PN avançava 0,88% e ON, 0,11%.

Apesar da ausência de novidades, o clima ainda é de certo otimismo nas relações comerciais sino-americanas. Como o próximo dia 15 é a data estabelecida para que as tarifas impostas a produtos chineses passem a vigorar, há expectativa de que as partes cheguem a um desfecho positivo.

A proximidade da data limite para o alcance de um acordo inicial, visando impedir a nova rodada de aumentos de tarifas, cria a perspectiva de fatos concretos nos próximos dias, avalia em nota o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada. No entanto, pondera que diante das diversas idas e vindas sobre o tema, o cenário ainda requer cautela.

No entanto, como ontem subiu 1,23%, atingindo pela primeira vez a inédita marca dos 110 mil pontos (110.300,93 pontos), analistas não descartam alguma realização, em meio ao noticiário fraco por aqui.

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