-->

Indústria de fundos capta R$ 228,1 bi até novembro e encosta no recorde de 2017

05 Dezembro 2019
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) vêm em segundo, mas o dado é distorcido por uma única operação - Foto: Divulgação

A indústria de fundos registrou captação

líquida de R$ 228,1 bilhões de janeiro a novembro de 2019, um aumento significante em relação ao mesmo período de 2018, quando a indústria captou R$ 69,1 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O acumulado deste ano já encosta no recorde de 2017, quando captou R$ 245,7 bilhões.

Os fundos de ações chegaram a uma captação líquida de R$ 67,5 bilhões, quase três vezes ante o mesmo intervalo de 2018 e se destacaram como a classe que mais atraiu recursos até novembro.

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) vêm em segundo, mas o dado é distorcido por uma única operação. A categoria somou R$ 59,7 bilhões, na comparação com R$ 6,5 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2018.

Os fundos multimercado vêm em terceiro lugar entre os que mais captaram, com a categoria registrando captações de R$ 57,4 bilhões, 47% acima de 2018. Os fundos de renda fixa captaram R$ 31,6 bilhões, 62% acima de janeiro a novembro do ano passado.

Em termos de rentabilidade, os fundos de ações de small caps registraram a maior rentabilidade, atingindo 35,5% no acumulado de janeiro a novembro, seguido pela renda fixa soberana de vencimento mais longo (+16,4%) e multimercados de investimento no exterior (12,7%).

De acordo com o vice-presidente da Anbima, Carlos André, a continuidade de fechamento da curva de juro contribuiu para a renda fixa, em especial para as curvas mais longas.

Os títulos públicos federais têm participação de 49,3% na carteira dos fundos até novembro, refletindo, de acordo com André, o excesso desses papéis na carteira dos bancos.

Ele notou, por outro lado, que os títulos privados corporativos já possuem participação superior (9,9%) ao registrado em dezembro de 2018 (8,7%), com destaque para as debêntures.

We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree