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Grupo musical sul-mato-grossense exalta amizade e liberdade de mulheres

18 Janeiro 2020
Primeira apresentação em público do grupo em março de 2019 - Foto: Arquivo Pessoal

Que as mulheres vêm conseguindo cada vez mais espaço em diversas áreas do mercado, isso

não é novidade para ninguém. Com criatividade, liberdade e aceitação, as mulheres estão ocupando o espaço musical em diferentes estilos.

Em Mato Grosso do Sul temos o exemplo das “Mulheres de Quinta”. Formado em novembro de 2018 em Bonito, o grupo com Joana Milano, Naíra de Zayas Marla Dias, Eveline Rodrigues, Fran Maragno, Leila Rocha, Roberta Stefanello, Aja Bryant, Mari Sguissardi, Tânia Boaventura e Fernanda Reverdito, somam idéias e diferentes estilos que se misturam para desenvolver e manifestar capacidades musicais toda quinta-feira.

“Algumas pessoas criam expectativa de que o grupo tenha uma atuação local forte como um grupo de música consolidado, mas não temos a intenção de oferecer um espetáculo, somos um grupo em formação constante e mais simples do que geralmente parece”, diz Naíra, uma das integrantes.

Última apresentação para o Projeto Fuzuê em Bonito-MS

Em um momento onde se discute a sororidade e empatia entre mulheres, a integrante explica que a partir de cada encontro semanal as meninas fortalecem ainda mais a amizade, evidenciando a união entre elas. “O fato de sermos todas mulheres nos faz compartilhar mais do que a vontade de tocar algum instrumento. Cada uma tem sua própria motivação para estar ali e isso vai se fortalecendo individualmente em outros campos da vida através do aprendizado que esse compromisso musical traz”, diz.

Naíra explica que com a criação do grupo, as integrantes criaram mais coragem para superarem alguns obstáculos do cotidiano. “O projeto nos deu mais disposição para enfrentar o patriarcado. Mas por enquanto, esse papel que o grupo desempenha tem um caráter muito mais pessoal do que social, pois envolve apenas quem faz parte. No momento o grupo funciona como desencadeador de processos internos, de descobertas de potenciais através da experimentação, da liberdade, sem medo de errar, sem vergonha de ser”, ressalta.

As mulheres se juntam semanalmente para fazer a música acontecer

Quem trabalha com música, sabe que existe muitas vezes a pressão por números ou por reconhecimento. Mas engana-se quem pensa que existe algum tipo de frustração caso os números e o reconhecimento não supere as expectativas das meninas. “Há uma grande cobrança por resultado musical, mas também tentamos manter leveza e descontração entre os encontros cultivando nossa motivação mais genuína que é experimentar essa energia gostosa que a música nos permite manifestar”, diz.

Apesar de não terem um repertório consolidado, as “Mulheres de Quinta” já realizaram algumas apresentações ano passado e ainda vão realizar neste ano. O grupo tem a marchinha de carnaval "Maria Desperta", composta Eveline Rodrigues, que exalta que o lugar da mulher é onde ela quer.

“Produzir ou reproduzir músicas, combinar sons e ritmos não é uma tarefa fácil para nenhuma de nós. Às vezes a gente se deixa levar no improviso, é aí que está a graça, aprender a lidar com as nossas frustrações e ao mesmo tempo buscar versões melhores de nós mesmas superando limitações muitas vezes impostas pela sociedade”, finaliza.

Siga as meninas pelo Instagram: @_mulheresdequinta

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