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Produção industrial encerra 2019 estável na maior parte das empresas do Estado

28 Janeiro 2020
Ano de 2019 terminou com a produção estável - Divulgação

O ano de 2019 terminou com a produção estável na maior parte das indústrias de Mato Grosso do Sul,

de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 66 empresas no período de 6º a 17 de janeiro deste ano. Em dezembro do ano passado, 48,5% das empresas do Estado apresentaram estabilidade na produção, no mês anterior, ou seja, em novembro de 2019, esse resultado era de 48,4%.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, as indústrias que apresentaram crescimento responderam por 22,7% do total, contra 29,0% no último levantamento, indicando, deste modo, uma acomodação no ritmo da atividade industrial na passagem entre os meses de novembro e dezembro de 2019. “Esse desempenho se refletiu no índice de avaliação da produção, que fechou o mês em 50,1 pontos. Na prática, na média geral, a produção industrial sul-mato-grossense se manteve estável na comparação com o mês anterior”, pontuou.

A respeito do nível de ociosidade da indústria, Ezequiel Resende explica que ela segue em patamar elevado, mas apresenta pequena diminuição na passagem de novembro para dezembro. “Em dezembro, a ociosidade média na indústria sul-mato-grossense ficou em 29%, contra 30% no mês anterior, enquanto o índice de utilização da capacidade instalada fechou o mês em 46,9 pontos. Resultados abaixo dos 50 pontos indicam que o desempenho foi inferior ao que era esperado para o período”, explicou.

O economista detalha que a sondagem mostrou que, em dezembro do ano passado, a utilização da capacidade instalada ficou abaixo do usual para 34,8% dos respondentes, igual ao usual para 40,9% e acima para 18,2%, sendo que 6,1% não responderam. Sobre as condições financeiras, de um modo geral, os empresários mostraram-se satisfeitos com a margem de lucro operacional de suas empresas no 4º trimestre de 2019, com o indicador alcançando 51,2 pontos.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems explica que comportamento semelhante foi verificado em relação à situação financeira geral, com o indicador atingindo a marca de 51,7 pontos. “A exceção ficou por conta das condições de acesso ao crédito, que registraram o equivalente a 46,3 pontos. Por fim, valores acima de 50 pontos indicam satisfação dos empresários em relação aos itens pesquisados”, relatou.

Em Mato Grosso do Sul, no 4º trimestre do ano passado, 57,6% dos empresários industriais consideraram satisfatória a margem de lucro operacional obtida no período, enquanto na mesma comparação a situação financeira geral da empresa foi avaliada como satisfatória por 63,6% dos participantes. “Já o acesso ao crédito foi considerado difícil por 16,7% dos empresários, enquanto 24,2% responderam não ter buscado crédito no trimestre. Dessa forma, 50% responderam que houve aumento dos preços das matérias-primas utilizadas”, citou.

Ezequiel Resende completa que as principais dificuldades enfrentadas pelos industriais de Mato Grosso do Sul no 4º trimestre de 2019 foram a elevada carga tributária, competição desleal, falta ou alto custo de energia, falta ou alto custo da matéria prima, inadimplência dos clientes, burocracia excessiva e demanda interna insuficiente foram os principais problemas apontados pelos industriais sul-mato-grossenses no quarto trimestre do ano.

Perspectivas

Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, o economista detalha que, em janeiro deste ano, 57,5% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses. Por outro lado, para o mesmo período, 7,6% preveem queda, enquanto as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 34,8% do total.

Ainda em janeiro, 30,3% das empresas responderam que esperam aumentar o número de empregados nos próximos seis meses, enquanto 3% apontaram que esse número deve cair e 66,7% responderam que manter o quadro de funcionários estável. Já sobre as exportações 18,2% das empresas esperam aumento, enquanto 1,5% acreditam que deve ocorrer queda, 9,1% preveem estabilidade e 71,2% das empresas disseram que não exportam.

Sobre a intenção de investimento do empresário industrial, em janeiro, o índice ficou em 64,8 pontos contra 63 pontos em dezembro de 2019. “Esse é o melhor resultado desde julho de 2014 e foi influenciado pelo crescimento na participação das empresas que disseram que certamente farão investimentos nos próximos seis meses, que aumentou de 14,5% para 18,2% do total”, disse o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

ICEI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) alcançou em janeiro 68,6 pontos contra 64,3 pontos no mês anterior, indicando aumento de 1,8 pontos. “Esse é o melhor resultado dos últimos 11 meses e foi influenciado, em grande parte, pela percepção de melhora nas condições atuais da economia brasileira, sul-mato-grossense e no desempenho da própria empresa. O atual resultado encontra-se 11,8 pontos acima da média histórica registrada para o mês”, analisou Ezequiel Resende.

O economista ressalta que, em janeiro, 4,5% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora foi apontada por 7,6% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 4,5% dos respondentes. Além disso, para 34,8% dos empresários não teve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 42,4% e, a respeito da própria empresa, o número ficou em 39,4%.

Por fim, para 56,1% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto em relação à economia estadual esse percentual chegou a 45,5% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 51,5%. “Já os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam igualmente por 4,5%”, pontuou Ezequiel Resende.

Expectativas

Com relação às expectativas para os próximos seis meses, em janeiro, 1,5% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto em relação à economia estadual e ao desempenho da própria empresa o pessimismo foi apontado por 3% dos empresários, respectivamente. “Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 19,7%, sendo que em relação à economia do estado esse percentual alcançou 25,8% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 16,7%”, informou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Além disso, 75,7% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar, enquanto em relação à economia estadual o resultado ficou em 68,2% e, no caso da própria empresa, 77,3% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. “Os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das expectativas em relação à economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam igualmente por 3%”, finalizou Ezequiel Resende.

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