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Homem que esfaqueou Bolsonaro deve ser transferido do Presídio Federal de Campo Grande

17 Fevereiro 2020
Adélio Bispo de Oliveira deu uma facada no estômago do presidente Jair Bolsonaro, durante sua campanha eleitoral, em 06 de setembro de 2018 - Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira (17),

O MPF (Ministério Público Federal) emitiu uma nota dizendo ser contra permanência de Adélio Bispo de Oliveira, homem que esfaqueou Jair Bolsonaro, no Sistema Penitenciário Federal de Campo Grande. O ministério alega que o local não possui estrutura adequada para cumprir a medida de segurança de internação.

O MPF requer a denegação do pedido de renovação da permanência de Adélio no Presídio, com sua devolução imediata ao Juízo de origem, em Minas Gerais.

Para o MPF, “não se questiona a gravidade do ato praticado por Adélio, que visava em última instância atacar pilares fundamentais da democracia, como a liberdade de voto e o direito fundamental de ser candidato. Entretanto, isso não pode servir de justificativa para adoção de soluções sem sustentáculo no ordenamento jurídico. O que o Ministério Público Federal pretende é salvaguardar a própria sociedade, permitindo que profissionais capacitados examinem continuamente a evolução da doença mental e da periculosidade de Adélio, de modo a impedir a sua desinternação antecipada”.

O parecer do MPF baseia-se nos ofícios nº 686/2019 e nº 1193/2019, em que a direção do Presídio reconhece a inaptidão do órgão para promover a execução da medida de segurança imposta na sentença e pede a sua imediata transferência para local adequado.

Entenda o caso

Adélio Bispo de Oliveira deu uma facada no estômago do presidente Jair Bolsonaro, durante sua campanha eleitoral, em 06 de setembro de 2018, na cidade de Juiz de Fora (MG). Diante disso, o Juízo da 3ª Vara Criminal da Subseção Judiciária de Juiz de Fora (MG) decretou a prisão preventiva de Adélio e requereu a inclusão dele no Sistema Penitenciário Federal para se resguardar a sua integridade física.

Adélio Bispo de Oliveira, em 06/09/2018, na cidade de Juiz de Fora (MG), atentou contra a vida do então candidato e hoje presidente da República Jair Messias Bolsonaro, desferindo-lhe uma facada no estômago. Diante disso, o Juízo da 3ª Vara Criminal da Subseção Judiciária de Juiz de Fora (MG) decretou a prisão preventiva de Adélio e requereu a inclusão dele no Sistema Penitenciário Federal para se resguardar a sua integridade física, dado o clamor público gerado pelos fatos.

O pedido foi acatado pelo juiz corregedor do Presídio Federal de Campo Grande, sendo Adélio, então, admitido na unidade, onde permanece até hoje.

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