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Novos shoppings de luxo da JHSF vão operar no estilo da loja Harrods

19 Fevereiro 2020
Reprodução

O grupo JHSF vai abrir não apenas um, mas dois shoppings de luxo em São Paulo. A companhia tira do papel, ainda neste semestre, um projeto que teve

um longo tempo de gestão: o Cidade Jardim Shops, que terá cerca de 60 lojas na região dos Jardins, em São Paulo. Além disso, depois de arrematar um terreno no Itaim, em novembro, a empresa vai começar a comercializar outro empreendimento, que deverá ter cerca de 130 lojas. Em ambos os casos, os shoppings vão operar no estilo de grandes lojas de departamentos, como a britânica Harrods e a francesa Galeries Lafayette.

Isso quer dizer que, ao entrar, o cliente não verá a loja de sua marca preferida, que concentra todos os itens, como ocorre no Cidade Jardim. A proposta, conta José Auriemo Neto, presidente do conselho de administração da JHSF, será separar os andares por departamentos, como moda masculina, feminina e acessórios. A oferta das marcas ficará pulverizada pelo empreendimento. Em ambos os casos, haverá também uma operação forte de restaurantes.

Para Jaime Troiano, presidente da Troiano Branding, embora o modelo de departamentos já tenha enfrentado dificuldades no Brasil - a operação da Sears, nos anos 1980, naufragou em pouco tempo -, o público-alvo da JHSF costuma viajar e frequentar esses empreendimentos no exterior. "É um público 'alfabetizado' nesse tipo de conceito de varejo", diz.

Descontos.
Além dos dois empreendimentos em São Paulo, a JHSF trabalha para reforçar o Catarina Fashion Outlet, na rodovia Castello Branco. Segundo o presidente da JHSF, Thiago Alonso de Oliveira, o shopping de descontos já virou um destino de fim de semana - e não só para moradores da capital e do interior de São Paulo. "Cerca de 20% do público do projeto já é de fora do Estado de São Paulo", diz.

O executivo não vê, no entanto, muito espaço para o modelo ser replicado pelo Brasil. Por isso, o Catarina, que já passou por uma expansão, vai mais do que dobrar de tamanho nos próximos anos. Deve passar dos atuais 30 mil m² de área de venda para 70 mil m². Para atender ao público que usa o empreendimento para turismo de compras, a ordem é também reforçar os serviços. "Vamos trazer mais gastronomia, entretenimento e hotelaria", explica Oliveira.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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