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Açúcar na infância: Excesso põe em risco a saúde das crianças até 2 anos

21 Fevereiro 2020
O consumo de açúcar está cada vez mais presente na vida das crianças - Foto: Ilustração

Alimentar os pequenos nunca foi uma tarefa fácil, ainda mais em uma época

onde o consumo de alimentos naturais, orgânicos, não processados e, tampouco, açucarados estão cada vez mais difíceis de se observar, devido o aumento de lanches e doces cada vez mais industrializados.

Porém, a médica pediatra Jheth Jeanne, alerta que a regra da prática alimentar considerada saudável e consumir menos açúcar deveria ser levada ainda mais a sério quando se trata da alimentação de crianças e orienta para os perigos do consumo de açúcar na infância.

De acordo com a médica, a recomendação é de zero consumo de açúcar até os dois anos de idade. “Depois dos dois anos, o consumo máximo deve ser de 25 gramas. Infelizmente, hoje, o consumo médio das crianças brasileiras chega à 80 gramas por dia, e isso é bastante preocupante”.

Jeanne explica que, nos dois primeiros anos de vida, os hábitos alimentares das crianças ainda encontram-se em desenvolvimento. “Naturalmente, a criança apresenta uma preferência por alimentos doces e, se ofertarmos açúcar neste período, haverá grandes chances do pequeno não se alimentar de maneira saudável, dando lugar ao excesso de açúcar em sua dieta”.

Para a pediatra, ainda, os pais são peça fundamental desde a introdução alimentar da criança, e devem dar o bom exemplo. “Os pais devem colaborar para que o bebê aprenda a comer bem. Depois, devem ter a responsabilidade sobre o que ofertar para seus filhos. Também, não adianta os pais não deixarem guloseimas disponíveis ao redor e a rede de apoio, como tios e avós, deixarem”.

O melhor método para incentivar o consumo consciente de açúcar na dieta das crianças, de acordo com Jheth, é criar referências positivas em relação aos bons hábitos em saúde. “Toda criança é ótima em copiar atos e hábitos dos pais. Em uma casa onde todos comem alimentos ricos em nutrientes, onde frutas e verduras estão naturalmente presentes no cotidiano, dificilmente a criança não vai gostar e comer também. Agora, não adianta cobrar de uma criança que ela não queira consumir alimentos gordurosos e açucarados, se ela vê os pais consumindo sempre”.

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