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'Projeto Yalodê' leva diversão e doações para comunidades carentes de Campo Grande

21 Fevereiro 2020
O Projeto Yalodê ajuda famílias há quase seis anos por meio de ações sociais nos bairros de Campo Grande - Foto: Arquivo pessoal

Você já parou para pensar quantas

comunidades carentes existem no país, ou melhor, na sua cidade? Com esse despertar em olhar para o outro, foi que surgiu o Projeto Yalodê que ajuda famílias há quase seis anos por meio de ações sociais nos bairros de Campo Grande.

O projeto foi criado no dia 3 de maio de 2014 em uma casa de candomblé pelo Pai Augusto de Ológunède que iniciou sem pretensões de virar um projeto social. "Ele foi criado no começo sem uma perspectiva e sem objetivo de virar um instituto. Como eu criei muito gosto pela coisa, acabei criando e levando um pouco da essência do axé", conta.

"Nós mudamos o dia de uma pessoa", é assim que Pai Augusto elucida o que representa seu propósito. O projeto vem ajudando famílias de bairros carentes da Capital com alimentos, roupas e levando diversão para as crianças por meio de brincadeiras. "Nós trabalhamos com ações emergenciais. Nas ações pequenas levamos roupas, fazemos café da manhã e nas ações grandes envolve doces, bolos e almoços", explica.

Os alimentos e roupas doadas à comunidade são doações recebidas no terreiro e também através de pedidos dos próprios voluntários que totalizam cerca de 50 pessoas.

Pai Augusto conta que as ações sociais acontecem a cada um mês e, dependendo, às vezes todos os meses. No último domingo (16), o projeto esteve no bairro Noroeste e agraciou em torno de 250 pessoas com roupas, brinquedos, café da manhã e gincanas voltadas para as crianças.

Além disso, 'Yalodê' carrega um grande significado não apenas nas práticas diretamente com a comunidade, mas também em seus ideiais sobre a religião. Segundo Augusto, o projeto combate à intolerância religiosa mostrando um pouco do axé trazendo a representatividade da cultura afro-brasileira. "Nós levamos capoeira, gincanas, apresentações culturais que têm as danças dos orixás, para as comunidades. A gente sempre vê que eles adoram e ficam muito felizes", conta.

"Eu me sinto útil". Para Augusto, o sentimento de ver o sorriso das pessoas é de satisfação e, com isso, sente que seu coração é preenchido.

Quer fazer parte dessa alegria e ajudar comunidades carentes com sua boa ação? O Projeto Yalodê, que sobrevive de arrecadações, precisa da sua colaboração. Para doar é só entrar em contato com o Pai Augusto pelo celular (67) 984735214 ou pelas redes sociais no facebook e instagram.

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