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Morte de jornalista Léo Veras foi encomendada por detento de Penitenciária de Dourados

24 Fevereiro 2020
Em 2018, Waldemar Pereira Rivas arrastou um policial que tentava prendê-lo - Foto: Reprodução/Internet

A polícia paraguaia apresentou mais detalhes dos mandantes do assassinato do jornalista Léo Veras, morto

enquanto jantava com sua família no dia 12 de fevereiro.

Segundo o Chefe de Departamento contra o Crime Organizado da Polícia Nacional do Paraguai, Gilberto Fleitas, a investigação aponta que o PCC (Primeiro Comando da Capital), grupo de bandidos que comandam a região de Pedro Juan Caballero para enviar drogas e armas ao território brasileiro, tenha ordenado a morte do jornalista aumentaram após a perícia comprovar que a pistola usada na noite do crime tivesse ligação com a facção brasileira. Uma espécie de serviço terceirizado, explica Fleitas ao site paraguaio "ABC Color".

No sábado, 22, a polícia paraguaia encontrou o Jeep Renegade que foi usado na noite do crime, além de prender dez suspeitos de participação na execução, entre eles Cintya Raquel Pereira de Leite, irmã de um dos principais suspeitos, Waldemar Pereira Rivas, mais conhecido como "Cachorrão". "Cachorrão" é proprietário de uma oficina de desmanche de carros roubados no Brasil e está envolvido em uma série de crimes na fronteira, além de prestar serviços de pistolagem para o PCC. Léo Veras havia feito algumas matérias a respeito das atividades de Rivas, inclusive noticiando quando ele se recusou a parar durante abordagem e carregou um policial com o carro.

"(Chefes do PCC) Se apresentam como empresários e vivem em mansões e hotéis. Seus assassinatos são terceirizados. Temos que entender como funciona a estrutura dessa quadrilha para combatermos", explica Fleitas. "Cachorrão" chegou a ser preso em 2016, mas não ficou muito tempo na cadeia.

O mandante - Ederson Salinas Benítez, 30, mais conhecido como "Ryguasu", que está cumprindo pena na Penitenciária Estadual de Dourados, teria ordenado matar Leo, após o jornalista supostamente alertar os policiais brasileiros da verdadeira identidade do criminoso, quando este foi detido em operação policial e, com documentos falsos, ia escapando de cumprir tempo na cadeia.

Isso levanta outra questão, quem teria avisado o bandido que Léo deu a dica? Resta a investigação ver quem traiu Veras e o entregou à morte certa.
Supostamente, ao saber que seu disfarce caiu por conta da dica de Veras, que não escreveu matéria a respeito, Benítez encomendou sua morte ao grupo de Rivas e outro pistoleiro conhecido na região, Aguacate.

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