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Jurista Edilson Mougenot faz “live” às 17h15 desta sexta-feira sobre o novo coronavírus

27 Março 2020
O renomado jurista brasileiro Edilson Mougenot Bonfim - (Foto: Divulgação)

O renomado jurista brasileiro Edilson Mougenot Bonfim faz, às 17h15 desta sexta-feira (27/03), via Instagram, por meio do

endereço @mougenotoficial, uma “live” sobre a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). De acordo com ele, a transmissão é aberta a todos que queiram aumentar a percepção a respeito dessa pandemia com uma abordagem interdisciplinar e com fatos ainda não revelados.

Em entrevista ao jornal A Crítica, Edilson Mougenot destaca que o título da “live” já sugere a importância do tema, mas não revela a conclusão a qual chegou sobre o assunto, que é sedutor, mortal e interessante. “É preciso considerar que nós estamos diante das duas maiores grandezas do ser humano: a vida e a liberdade. A vida pelo risco que temos de perdê-la diante de uma referida ameaça de um vírus mortal. A liberdade porque, ao menos temporariamente, está perdida, pois, sem que crime tenhamos cometido, estamos confinados por ordem governamental por interesse da saúde pública”, declarou.

Ainda na “live”, o doutor em Direito pela Universidade Complutense de Madri, na Espanha, fará inúmeros questionamentos pertinentes, tais como: Qual o grau de confiabilidade das informações que nos chegam? O que é manipulação midiática ou não, já que encontramos versões inúmeras e para todos os lados? O que é verdadeiramente ciência ou estatística e como nela vamos confiar ou desconfiar? A quem interessa uma eventual verdade ou uma eventual mentira? Trata-se de jogo político? Qual o papel da Ciência Política dentro disso? No que cruza e se entrelaça a política eventualmente colocado na prática e como ciência frente à ciência médica, chamada de ciência biológica? E como isso tudo se entrelaça no papel da mídia e dos governos?

Ele também questiona o porquê desse fenômeno mundial se reproduzir aqui no Brasil, em que medida e em quais circunstâncias. “A pretensão da ‘live’ é ajudar que cada um tire as suas conclusões a partir de dados concretos que serão revelados dentro de uma metodologia de interdisciplinaridade de diferentes saberes. Sou fundador e presidente e professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais, estudo há muitos anos o fenômeno da psicologia jurídica e da psiquiatria forense porque fui o responsável pela acusação do chamado ‘Maníaco do Parque’, o famoso serial killer julgado em 2002 pelos crimes cometidos em 1997”, reforçou.

Edilson Mougenot pontua que desde então estuda o papel da OMS (Organização Mundial da Saúde), os saberes médicos e a sua discussão com os saberes jurídicos. “A metodologia interdisciplinar permite uma visão mais ampla e não apenas particularizada sobre um só saber, até porque de Biologia muito ainda se especula, outro tanto sobre o Direito. Um tamanho desse ou ainda maior sobre a questão da Política e do papel das mídias. E quem quer que deite o seu olhar sobre apenas um desses saberes perderá a capacidade de enxergar o fenômeno no total”, argumentou.

O presidente-fundador da Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais acrescenta que, portanto, o método interdisciplinar que se aplica na Escola e que aplicou ao longo de décadas como promotor de Justiça do 1º Tribunal do Júri de São Paulo lhe permite fazer uma análise através de documentos comparados. “Com dados estatísticos analisando o papel da mídia mundial, nos permite explanar de tal forma que, ao fim, cada um dos que assistam a “live” terá condições, senão de resolver o drama por inteiro de uma pergunta que pode ser irrespondível com um simples sim ou não, mas que permitirá a todos uma visão descortinada do quanto possa ser verdade, do quanto possa ser manipulação, entender até onde é sacrificável a liberdade até porque ao lado dessa, em homenagem à vida, nós discutiremos também o papel econômico. Não existe liberdade sem comida, como não existe vida sem alimentação. O direito ou a obrigação à inanição está em jogo?”, questionou.

Currículo
Natural de Loanda (PR), filho de pai advogado e mãe professora primária, neto de avó gaúcha e avô francês por parte materna, Edilson Mougento Bonfim recebeu em sua criação a influência da família de sua mãe. Do pai herdou o gosto pelo Direito e uma rígida formação. Passou sua infância em seu Estado natal. Aos 16 anos ingressa na Faculdade de Direito, formando-se aos 20 anos e, aos 23 anos, decide prestar concurso para ingresso no Ministério Público Estadual.

Aprovado ingressa no Ministério Público do Estado de São Paulo e sua carreira então se consolida na Promotoria do Júri, onde desde o início da carreira ganhou destaque por suas atuações. Doutor em Direito pela Universidade Complutense de Madri, na Espanha, e presidente-fundador da Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais, Edilson Mougenot desenvolveu um método de estudos em que aborda o objeto de investigação através de uma análise lógica e interdisciplinar.

Estudou Psiquiatria e Psicologia, como jurista, por ter sido o promotor de Justiça responsável pela acusação de Francisco de Assis Pereira, mais conhecido como “Maníaco do Parque”, que estuprou e matou pelo menos 10 mulheres no ano de 1997 e foi julgado e condenado em 2002, em São Paulo (SP). Atuou em mais de mil plenários, dando grande dimensão ética à sua função, na medida em que se torna referência nos meios forenses acerca da matéria.

Foi sua a ideia dos Congressos Nacionais dos Promotores dos Júris em 1995. No Júri tornou-se um símbolo reverenciado pelos grandes criminalistas como maior expoente de sua geração. Transcendendo os limites da Tribuna forense, já profissional consagrado e respeitado, idealizou e presidiu o “I Congresso Mundial do Ministério Público”, com o apoio da Procuradoria Geral da República e dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores no ano de 2000, promovendo uma integração única dos Ministérios Públicos de todos os continentes.

Publica em 1994 a sua primeira obra “Júri: do inquérito ao Plenário”, pela Editora Saraiva, obra que se tornou um clássico da literatura jurídica, seguindo-se inúmeras outras publicações em diversas áreas do Direito Penal e do Processo Penal até chegar à coordenação das coleções “Prática do Direito” e “Curso e Concurso”, voltadas a estudantes e concursandos. No exterior publica igualmente vários trabalhos em editoras e obras conceituadas. Pronuncia mais de 600 conferencias em todo o Brasil e mais de três dezenas no exterior.

Em 2005 conquista o título de Doutor em Direito Processual Penal pela Universidade Complutense de Madri-Espanha, com a maior avaliação da academia espanhola. Seu magistério agora se espalha, a experiência da Tribuna forense e as imersões nas grandes questões jurídicas o tornam um professor e conferencista eloquente, denso e profundo.

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