-->

Unimed Campo Grande implanta medidas emergenciais contra a Covid-19

29 Março 2020
O presidente da Unimed Campo Grande - (Foto: Arquivo)

Com o avanço da pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19) em Mato Grosso do Sul, a Unimed Campo Grande implantou

algumas medidas emergenciais para atender os seus beneficiários. De acordo com o presidente da cooperativa médica, o médico Maurício Simões Corrêa, foram estabelecidas estratégicas pré-hospitalar e hospitalar, com mais investimentos na segunda para realizar os atendimentos necessários.

Ele explica que o Hospital da Unimed Campo Grande suspendeu as cirurgias eletivas, mantendo apenas as mais graves e as dos pacientes oncológicos. “Reativamos uma área do antigo hospital para transformá-la em um Pronto Atendimento, que foi totalmente revitalizada para atender apenas pacientes com síndromes respiratórias, no caso, a Covid-19”, informou.

Maurício Simões completa que a intenção foi separar os atendimentos de pacientes com problemas não respiratórios daqueles com síndromes respiratórias, seguindo as orientações dos infectologistas da própria cooperativa para evitar a contaminação dos demais pacientes. Ele detalha que esse Centro de Terapia Intensiva (CTI) temporária já existia e estava preparada para uma eventual utilização enquanto estava em construção a torre do novo hospital.

“Portanto, ficou mais fácil reativá-la neste momento de crise, sendo que ela conta com leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) voltados somente para pacientes que testarem positivo para a Covid-19”, ressaltou o médico, acrescentando que o Hospital Unimed CG passou a contar com um novo fluxo interno. “Construímos um processo interno de atendimento para seguir os diversos protocolos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em situações como as atuais”, completou.

Anestesistas
Além disso, conforme o presidente da Unimed Campo Grande, os médicos anestesistas, que são os profissionais mais habilitados para fazer a intubação de pacientes, estão preparados para serem acionados de forma imediata. “Todos já sabem que os pacientes com Covid-19 exigem uma intubação precoce e, por isso, os deixamos de sobreaviso. Quando um paciente com a doença surgir, o médico anestesista entra em ação de imediato, mitigando uma possível contaminação de outros profissionais e de outros pacientes”, explicou.

Maurício Simões pontua que uma situação mais delicada é a questão dos materiais de proteção individuais dos profissionais de saúde do hospital. “Os Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) estão em falta no mercado brasileiro e, por isso, estamos com certa dificuldade de adquiri-los para fazer a reposição. Felizmente, hoje não temos falta no nosso estoque, mas não dá para afirmar que vamos continuar assim na eventualidade de um aumento exponencial da doença no Estado”, alertou.

Ele cobra um posicionamento do Procon e do Ministério Público Estadual (MPE) para agir junto às fábricas desses equipamentos, evitando possíveis abusos em relação aos preços cobrados e também a falta deles no mercado hospitalar neste momento de pandemia mundial. O médico revela que, por enquanto, ainda está dentro do normal o fluxo de pacientes nos três pontos de atendimentos do Hospital da Unimed Campo Grande, que são o PA Adulto, PA Pediátrico e PA Síndrome Respiratória.

“Neste último pronto atendimento, tomamos algumas medidas, como barrar os acompanhantes e impedir a entrada de celulares por parte da equipe médica, pois isso é uma grande fonte de transmissão da doença”, reforçou Maurício Simões, informando que hoje o Hospital da Unimed Campo Grande, bem como toda a equipe hospitalar, está preparada e estruturada para atender casos de pacientes com suspeita de estar infectado com o novo coronavírus e os que venham necessitar de isolamento.

Telemedicina
Conforme o presidente, o mais importante neste momento é orientar as pessoas sobre os cuidados que precisam ter para evitar o contágio pela Covid-19. “A Unimed Campo Grande criou a Central de Enfrentamento à Covid-19 (Cecovid) e uma outra central para atendimento específico de pacientes com síndromes respiratórias, que funcionam via ligação telefônica e WhatsApp, a chamada telemedicina. Essas iniciativas têm trazido bons resultados, pois os pacientes tiram dúvidas e são orientados por telefone, sem a necessidade de uma consulta presencial”, ressaltou.

Ele relata que diversos médicos infectologistas e otorrinolaringologistas fazem parte do teleatendimento, pois, nessa época do ano, temos muitos casos de crianças e adultos com problemas de alergias e resfriados, cujos sintomas podem ser confundidos com os da Covid-19. “Por telefone mesmo o médico já faz a consulta e determina o diagnóstico sem que o paciente precise ir nos prontos atendimentos do Hospital”, relatou.

A respeito dos pacientes com uso de medicação contínua, o presidente diz que estão sendo acompanhados constantemente para evitar que tenham que se deslocar até os consultórios ou até o hospital. “O médico liga, prescreve a receita e encaminha para a Unimed Campo Grande, para que o paciente faça a retirada na sede da cooperativa (Rua Goiás, nº 635, no Jardim dos Estados). Desta forma, o paciente não fica sem a medicação de uso contínuo e não precisa ter contato presencial com o profissional de saúde, ou seja, uma segurança a mais para ambos”, ressaltou, completando que a central telefônica também monitora os pacientes crônicos – diabéticos, hipertensos, obesos, etc. – para prestar a assistência necessária.

Maurício Simões revela que a Unimed Campo Grande tem 12 mil pacientes acima de 65 anos de idade e, por isso, vai iniciar um trabalho de monitoramento telefônico junto a essas pessoas para saber as condições delas. “Nossa intenção, é contribuir da melhor maneira possível para que elas permaneçam em casa, mas com a assistência à saúde necessária.

Desempenho
O presidente da Unimed Campo Grande reforça que a cooperativa médica está pronta para atender todos os seus beneficiários e clientes particulares da melhor maneira possível, tanto que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regulamenta os planos privados de saúde do País, a classificou como uma das melhores do Brasil. De acordo com o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) de 2019 (ano-base 2018), a Unimed CG aparece, mais uma vez, como destaque entre as cooperativas médicas, operadora de planos ambulatoriais e hospitalares, com pontuação de 1,0000, enquanto a média geral dos planos no âmbito nacional foi de 0,6539.

O resultado faz parte do Programa de Qualificação das Operadoras do órgão para estimular a qualidade dos planos de saúde. “Embora o momento seja delicado para comemorações, frente à pandemia do novo coronavírus enfrentada pelo mundo todo, o feito só reforça o compromisso da cooperativa com seus beneficiários e com a sociedade como um todo, de garantir atendimento de alto padrão e qualidade, conforme atestado pela ANS”, pontuou Maurício Simões.

O médico acrescenta que o resultado representa o reconhecimento dos serviços prestados pela operadora de saúde. “Entendo que essa nota do IDSS vem reconhecer o trabalho que as diversas diretorias que a Unimed Campo Grande, há mais de uma década, vêm realizando em busca de um aprimoramento e qualificação da nossa operadora de plano de saúde, que certifique, que ateste a qualidade dos nossos serviços prestados, assim como a consolidação econômico-financeira de uma empresa cujo o negócio envolve alto risco. E os grandes contemplados com isso tudo são as mais de 100 mil vidas atendidas dos nossos beneficiários”, finalizou.

Deixe seu Comentário

Veja Também

We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree