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Bolsas de NY fecham em alta, com dado, Boeing e Fed no radar

29 Junho 2020
As bolsas de Nova York tiveram abertura mista, mas ganharam fôlego e fecharam com ganhos superiores a 1%, no caso dos índices S&P 500 e Nasdaq, e a 2%, no
caso do Dow Jones - (Foto: Divulgação)
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As bolsas de Nova York tiveram abertura mista, mas ganharam fôlego e fecharam com ganhos superiores a 1%, no caso dos índices S&P 500 e Nasdaq, e a 2%, no caso do Dow Jones. Um dado positivo da economia dos Estados Unidos ajudou o humor, apoiado ainda pelos fortes ganhos da Boeing e também por mais uma medida de estímulo do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Com isso, ficou em segundo plano no mercado acionário a continuidade da disseminação da covid-19 pelo país e o fato de que alguns Estados, por isso, tiveram de fazer uma pausa na reabertura econômica.

O índice Dow Jones avançou 2,32%, a 25.595,80 pontos, o S&P 500 subiu 1,47%, a 3.053,24 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 1,20%, a 9.874,15 pontos.

Após abertura sem sinal único, os índices melhoraram após as vendas pendentes de imóveis avançarem 44,3% em maio ante abril, bem acima da previsão de alta de 15% dos analistas. Além disso, o papel da Boeing ajudou. A ação subiu 14,40% hoje, impulsionando o Dow Jones, diante da notícia de que autoridades regulatórias do setor aéreo estão prestes a iniciar testes de voo para certificar o modelo 737 MAX. Com isso, essa aeronave poderia voltar a voar por volta do fim deste ano.

O Fed ainda ajudou as bolsas, ao anunciar que comprará títulos de dívida corporativa recém emitidos por grandes empresas, em mais uma medida de estímulo à economia.

Em relatório, o ING comenta que a relação entre o mercado acionário e a economia real está "frouxa", no momento atual. O banco aponta que as medidas para conter o problema têm ajudado a apoiar as bolsas.

Outra ação em foco hoje foi a do Facebook, que subiu 2,11%. Com isso, porém, ela reverteu apenas em parte a queda de 8,32% da sexta-feira, em meio à pressão de várias companhias, que têm retirado anúncios da rede social para forçá-la a ser mais dura contra discursos de ódio. Alphabet ganhou 2,54% e Apple, 2,30%, mas Amazon recuou 0,46%.

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