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Roda de conversa debaterá Saúde Mental e População LGBT

16 Setembro 2020
(Foto: Divulgação)
O FLOR DA MATA - NOTICIAS

O machismo estrutural, a heteronormatividade e a LGBTfobia em nossa sociedade, inclusive nos grupos

familiares, fazem com que muitos LGBT+ sintam-se fragilizados. Essa lógica perversa gera consequências emocionais sérias, como transtornos de ansiedade e depressão. Em casos mais graves, um risco maior de suicídio.

Com o objetivo de discutir a temática e em alusão a campanha “Setembro Amarelo”, dedicada à prevenção ao suicídio, a Subsecretaria Estadual de Políticas Públicas LGBT realiza nesta quinta-feira (17), uma roda de conversa on-line com o tema “Saúde Mental e População LGBT+”, a partir das 19h30, com transmissão pela página do Facebook da Subsecretaria: @SUBLGBTMS.

Além do sofrimento psíquico causado pelo estigma social, ainda há o enfrentamento da população LGBT+ às diversas situações de constrangimento, agressões verbais e discriminação nos serviços onde buscam atendimento e cuidados à sua saúde.

“A discriminação por orientação sexual e identidade de gênero incide no processo de sofrimento e adoecimento decorrente do preconceito e do estigma social”, explica o subsecretário Estadual de Políticas Públicas LGBT, Leonardo Bastos.

Alguns estudos mostram que o público LGBT tem um risco maior de cometer suicídio, como a pesquisa realizada na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, com 32.000 jovens anônimos, entre 13 e 17 anos, estudantes de uma escola pública. Concluíram que adolescentes gays são 5 vezes mais propensos a tentar suicídio do que os heterossexuais, e que os adolescentes que vivem e estudam em locais que aceitam melhor gays e lésbicas têm 25% menos probabilidade.

No Brasil temos o estudo de Daniela Ghorayeb, que mostrou que 67% dos entrevistados afirmaram sentir vergonha de sua orientação sexual, sendo 35% com depressão e 10% com risco de suicídio. Segundo os entrevistados, a religião e as pressões sociais foram os fatores que mais induziriam a esse tipo de sentimento e as mulheres e adolescentes entre 16 e 21 anos afirmaram que o medo de frustrar a família era o que mais pesava.

A roda de conversa será mediada pelo subsecretário Leonardo e pela gerente estadual da Rede Psicossocial da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Michele Scarpin, e terá como convidados Gabrielly Antonieta - Psicóloga Clínica, pós-graduanda em Saúde Mental pela UCDB, Mulher Cis Bissexual; Maria Letícia do Carmo Nantes - Médica pós-graduada em Atenção Básica a Saúde da Família e Residente de Psiquiatria, Mulher Bissexual e Voluntária da Clínica Social da Casa Satine, e Roberto Maia - Psicólogo, psicanalista e coordenador do Centro de Cidadania LGBTQIA+ de João Pessoa.

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