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Cassado mandato do vereador Osimar Barbosa (PSC), em plenário na Câmara Municipal de Ipatinga

18 Novembro 2019

A votação aconteceu nesta segunda-feira (18). Masinho ficou preso por pouco mais de quatro meses, em Ipaba, suspeito de 'rachadinha'. Masinho foi preso em abril durante investigação da Operação
Dolos Reprodução/Câmara de Ipatinga Aprovada, no início da tarde desta segunda-feira (18), a cassação do mandato do vereador Osimar Barbosa (PSC), Masinho. 14 vereadores votaram pela cassação no plenário da Câmara Municipal de Ipatinga. Para que o parlamentar fosse cassado, eram necessários 13 votos. Masinho é suspeito de participar de um esquema de manipulação de salários de servidores conhecido como ‘rachadinha’. Estiveram presentes 16 vereadores e três parlamentares, Marcia Perozini (MDB), Vanderson Autotrans (PROS) e Avelino Ribeiro (Avante) não compareceram. Dois vereadores, Nilsin da Transnil (MDB) e Toninho Felipe (MDB), votaram contra. Ninguém se absteve. O relatório final da comissão processante que foi lido no início da Reunião Extraordinária, concluiu que o vereador cometeu quebra de decoro parlamentar pela prática de ‘rachadinha’, consistente na exigência de parte da remuneração de assessores parlamentares. O vereador, durante seu discurso de defesa, disse que foi injustiçado e questionou o parecer final do relatório da comissão. “Para finalizar minha fala, peço a vocês, vereadores, que vocês sejam justos comigo”, disse. Osimar Barbosa ficou preso por pouco mais de quatro meses na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba. Ele e outros seis vereadores foram detidos na Operação Dolos, do Gaeco. A cassação do mandato de Gilmar Ferreira Lopes (PTC) será julgada nesta terça-feira (19), no plenário da Câmara Municipal. Entenda o caso A operação Dolos é uma ação conjunta entre Ministério Público, Polícias Civil e Militar, através do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo as investigações, vereadores de Ipatinga contratavam assessores e exigiam deles parte do salário de volta. De acordo com o MP, o esquema para arrecadar a verba acontecia de mais de uma maneira. A primeira delas no recebimento e entrega de valores em espécie ao representante do Legislativo por parte do funcionário contratado. A segunda modalidade era a retenção do cartão bancário, com o repasse de pequeno valor ao funcionário e manipulação na folha de ponto; muitos destes funcionários, segundo o Gaeco, eram "fantasmas". A terceira, o vereador determinava a realização de empréstimos bancários por parte de servidores com o saque e transferência para contas de interpostas pessoas que eram usadas como laranjas visando maquiar o real destino dos valores. De acordo com o Ministério Público, além do enriquecimento ilícito, o dinheiro exigido dos assessores servia para fortalecimento dos vereadores em bairros, visando as eleições municipais. Ao todo, 12 pessoas foram denunciadas na operação, entre vereadores, assessores, contadores, corretores de imóveis e comerciantes. São investigados no esquema, segundo o Gaeco, os ex-vereadores Paulo Reis (PROS), Rogério Antônio Bento (sem partido), José Geraldo de Andrade (Avante), Wanderson Gandra (PSC), Luiz Márcio Rocha (PTC), Gilmar Ferreira Lopes (PTC) e Osimar Barbosa (PSC). Veja mais notícias da região no G1 Vales de Minas Gerais.

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