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Julgamento de triplo homicídio ocorre nesta quinta-feira em Juiz de Fora

05 Dezembro 2019

Marcos Ribeiro de Oliveira é acusado de ter matado os familiares em 7 de agosto deste ano. Disputa de imóvel foi apontada como causa do crime pelas investigações.
Julgamento de triplo homicídio ocorre nesta quarta-feira (5) em Juiz de ForaBárbara Guimarães/G1 O julgamento de Marcos Ribeiro de Oliveira, de 50 anos, acusado de matar Maria José de Oliveira, 61 anos, e Maria Cristina de Oliveira Paes, 57 e Walter Paes, 71 anos ocorre às 12h30 desta quinta-feira (5) no Fórum Bejamin Colucci, em Juiz de Fora. O responsável pelo julgamento, juiz Paulo Tristão, informou que será feito um júri popular. O triplo assassinato ocorreu em 7 de agosto, em uma casa na Avenida Deusdedith Salgado, no Bairro Salvaterra. Marcos era sobrinho das vítimas e foi indiciado pelo crime de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem chance de defesa das vítimas. Na manhã desta quinta-feira, sete jurados foram sorteados e levados até a residência, onde ocorreu uma inspeção judicial para que fosse possível um maior entendimento sobre as circunstâncias e o local do crime. Segundo o Tribunal do Júri, o pedido de ida ao local onde os assassinatos foram registrados foi feito pelo advogado da defesa, João Moreira. Na parte da tarde, testemunhas serão ouvidas e, em seguida será feito o interrogatório do réu. Sete jurados foram sorteados para ir até o local do crime na Avenida Deusdedith Salgado em Juiz de Fora Bárbara Guimarães/G1 Ao MG1, o advogado de defesa, João Moreira, alegou que o crime ocorreu pois Marcos teria "explodido" e "não aguentado a pressão dos familiares". "O rapaz pediu ajuda aos tios que moram do lado daqui (da residência), ele pediu ajuda à Justiça e ninguém o ajudou", respondeu o advogado ao ser questionado sobre as motivações do cliente. O promotor de justiça Élvio Simões também se manifestou e disse que nas audiências anteriores, Marcos manteve o discurso que os três crimes foram em virtude de um acidente. "Essa hipótese é improvável e não é o que a promotoria sustenta. Acreditamos que ele se municiou, aguardou um momento oportuno e atirou nas vítimas, causando essa tragédia familiar.", explicou ao MG1. Julgamento de triplo homicídio ocorre nesta quinta-feira em Juiz de Fora Crime Segundo o subtenente da Polícia Militar (PM), Eduardo Rezende, o próprio autor ligou para o 190 para informar sobre o ocorrido. "Por volta de 11h, recebemos uma ligação do suspeito, falando que havia cometido um homicídio, no interior da residência e estaria no local aguardando a presença da Polícia Militar", revelou. O homem estava sentado na entrada da casa onde os corpos estavam. O subtenente explicou que os militares encontraram a idosa de 61 anos e o idoso de 71 mortos na sala. Após a perícia, os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML), no Bairro Granbery. A mulher de 57 estava ferida e foi encaminhada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendimento no HPS, onde posteriormente também veio a óbito. O autor disse aos policiais que usou um revólver calibre 38, que estava no imóvel ao lado, onde ele mora. A arma foi apreendida. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil. De acordo com delegado responsável pelo caso, Rodrigo Rolli, a investigação foi dividida em três partes de apuração: o passado da família, a origem da arma e o dia do crime. Foram confirmadas as informações iniciais de um histórico de desavença familiar envolvendo a disputa pelo imóvel onde ocorreu o crime. Segundo a apuração, eram 10 irmãos, incluindo o pai do acusado, que morreu em 2017, quando os problemas se agravaram. "A herança falada é uma propriedade com quatro imóveis distintos, onde cada família morava, incluindo o autor. O 'combinado' na herança era a divisão dos 1.700 metros quadrados de terreno em dez partes, mas, para o homem, só quem morava lá que teria direito", explicou. Ainda conforme Rolli, houve registro de ocorrências em 2017, 2018 e 2019 de ameaça, atrito verbal e vias de fato. Em alguns deles, o preso aparece como vítima, mas na maioria, é citado como autor.

Em breve novidade aqui!!!

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