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Imagens mostram vistoria ilegal em esquema que envolvia delegado e policiais em MG

05 Dezembro 2019

Segundo o Ministério Público, vistorias e emplacamentos de veículos eram feitos fora do departamento de trânsito, o que é proibido. Delegado e policiais foram alvo de operação do MP.
Imagens mostram que vistorias e emplacamentos em Varginha (MG) eram feitos fora do Departamento de Trânsito (Detran), o que é proibido. O delegado de trânsito de Varginha, policiais civis e servidores do Detran foram alvos da Operação “Êxodo 23”, do Ministério Público de Minas Gerais, na manhã desta quinta-feira (5).Nas imagens é possível ver um homem realizando o trabalho em uma rua, fora do órgão de trânsito. Segundo o MP, havia um esquema de pagamento de propina para policiais civis e servidores do Detran, para facilitar liberações de veículos. Vistoria em veículos era feito fora de órgão credenciado em Varginha (MG) Reprodução/EPTV Além da propina, o esquema também favorecia desmanche de carros, mudanças em documentos de carros que já tinham sido batidos e liberação de veículos montados com peças roubadas. “Eles conseguiam retirar o sinistro que estava no documento. E com isso, a parte que havia adquirido o veículo no leilão conseguia revender o veículo como se fosse um veículo normal, que jamais tinha sido batido e, com isso, aumentavam o lucro da organização criminosa”, explicou o promotor Daniel Ribeiro Costa. Durante a manhã, foram cumpridos 37 mandados judiciais – 16 de prisão preventiva e 21 de busca em apreensão em Varginha e Elói Mendes (MG). Oito deles eram contra o delegado e policiais civis. Além das prisões preventivas, foram realizadas prisões em flagrante. “Durante o cumprimento dos mandados de busca, algumas coisas ilícitas foram encontradas. Foram encontradas armas de fogo, de calibre permitido e restrito, e drogas. Então existiram também prisões em flagrante decorrentes do cumprimento de mandato, que não eram esperadas, mas aconteceram”, detalhou o promotor André Vasconcelos. Operação do Ministério Público investiga corrupção em vistoria de veículos em MG Reprodução/EPTV Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que os policiais presos serão encaminhados para a casa de custódia da Polícia Civil em Belo Horizonte (MG). Ainda no documento, a polícia afirma que “não coaduna com qualquer desvio de conduta e/ou prática delituosa por parte de seus servidores, cabendo à Corregedoria-Geral de Polícia Civil tomar as providências legais referentes à atribuição correcional”. Os envolvidos devem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, usurpação de função pública, inserção de dados falsos em sistema de informação, receptação qualificada e associação criminosa. Além das prisões, foram fixadas medidas cautelares e o afastamento das funções públicas dos investigados. Receptação Ainda conforme o Ministério Público, algumas das pessoas que tiraram a documentação por intermédio de despachantes e servidores sabiam do esquema. “Muitos particulares sabiam que estavam pagando propina. Muitas vezes, a pessoa sabia que tinha uma irregularidade no carro, por exemplo, um vidro trincado, não passa na vistoria. Só que ele sabia que, se ele procurasse o despachante, ele iria conseguir fazer a documentação porque o veículo não seria submetido a uma vistoria”, explicou o coordenador do Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Igor Serrano Silva. “Muitas vezes a pessoa ia no Detran, não conseguia fazem a vistoria, ia no despachante e conseguia fazer a documentação por intermédio do despachante”. Quem comprou veículos com alguma alteração, segundo o coordenador, também pode ser responsabilizado. “Os que não sabem têm que tomar ciência disso. E os que sabiam podem ser responsabilizados por corrupção ativa”. Presos foram levados para a delegacia de Varginha (MG) Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas
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