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Agente é preso suspeito de traficar drogas dentro de Presídio em Unaí

06 Dezembro 2019

'Substâncias eram entregues nas celas para os presos e o pagamento era feito fora da unidade', aponta delegado. Investigações começaram após Polícia Civil ser acionada por Departamento Penitenciário de
Minas Gerais. Material apreendido com o agente Polícia Civil / Divulgação Um agente penitenciário foi preso em uma operação de combate ao tráfico de drogas realizada pela Polícia Civil em Unaí (MG) nesta sexta-feira (6). Segundo as investigações, ele vendia os entorpecentes dentro do Presídio e recebia o pagamento de familiares dos detentos. O servidor trabalhava na função por aproximadamente 20 anos. “Há cerca de quatro meses recebemos informações via Diretoria do Presídio de que poderia haver tráfico de drogas no local e o suspeito era um agente. Foram feitas diligências e levantamentos até chegar a operação realizada hoje. As substâncias eram entregues nas celas para os presos e o pagamento era feito fora da unidade”, explica o delegado Douglas Magela. Durante a operação foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e um de prisão, que tinha o agente como alvo. Os policiais encontraram porções de maconha, anabolizantes e munições na casa dele. A arma dele, que estava com registro vencido, também foi recolhida. “Agora vamos averiguar qual a relação dele com os anabolizantes e se outras pessoas podem estar envolvidas no esquema criminoso”, fala Douglas Magela. Doze policiais civis participaram da ação, que ainda contou com atuação de militares e agentes do Sistema Prisional, do Grupo de Operação com Cães (GOC) e do Grupo de Intervenção Rápida (GIR). Uma revista foi feita na unidade após a operação. Segundo o delegado, o agente permaneceu em silêncio e deve ser encaminhado para Belo Horizonte. O diretor Regional de Administração Prisional da 16ª RISP, Paulo Henrique Pereira, destacou que o Departamento Penitenciário de Minas Gerais não tolera condutas ilícitas e informou que um procedimento administrativo será instaurado. Dependendo da análise, o agente pode até perder o cargo. Veja mais notícias da região em G1 Grande Minas.
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