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Plano de melhorias para o Aeroporto Brigadeiro Cabral em Divinópolis é discutido entre Infraero e Prefeitura

17 Janeiro 2020

Terminal está há quase dois anos sem receber voos comerciais; é preciso autorização para viagens diárias. Aeroporto de Divinópolis está há quase dois anos sem voos comerciais Prefeitura
de Divinópolis/Divulgação Um plano de melhorias para o Aeroporto Brigadeiro Cabral em Divinópolis está em discussão entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a Prefeitura. A informação foi confirmada ao MG1 pela Infraero. Em nota, a Infraero, que está a frente da gestão do aeroporto desde junho de 2019, disse que uma primeira versão do plano de melhorias foi entregue à Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) em dezembro do ano passado. "A Secretaria recomendou que ajustes fossem feitos, desta forma a documentação final será entregue até o fim de janeiro, quando deverá ser celebrado o Termo de Compromisso para viabilizar as adequações, que ficarão sob responsabilidade da Prefeitura Municipal. Posteriormente, o terminal poderá reiniciar as operações de voos regulares", diz a nota. O secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Rafael Nogueira, disse que o terminal está apto a ter voos, contudo, a Azul Linhas Aéreas teria pedido autorização para voos noturnos e o município não tem essa autorização ainda. "Ela [Azul] havia pedido que houvesse voos a noite saindo de São Paulo para Divinópolis. Acredito que essa também seja uma vontade da população e até mesmo da Prefeitura. Mas a operação noturna exige novos equipamentos e já estamos viabilizando", disse Nogueira. O G1 entrou em contato com a Azul Linhas Áreas, mas não houve retorno até a última atualização desta matéria. Há quase dois anos, a companhia anunciou a suspensão dos voos comerciais na cidade. Falta de estrutura segue como entrave para voos noturnos no Aeroporto de Divinópolis Melhorias Próximo a pista de pouso e decolagem das aeronaves foi construída a Estação Meteorológica de superfície, que possibilita aos pilotos receberem de forma automática as orientações das condições meteorológicas do aeroporto em tempo real - uma medida que garante maior segurança nas operações. Ainda no Aeroporto foram feitas obras de melhoria na infraestrutura do saguão, salas de embarque e demais dispositivos necessários as operações de embarque de passageiros. Segundo a Prefeitura, parte das obras foram viabilizadas pela Infraero e outra parte pelo município, conforme contrato de parceria. Nogueira destacou também que a Prefeitura gasta, em média, R$70 mil por mês com manutenção do espaço e despesas com funcionários. "Nós temos o custo da Infraero e o custo por termos contratado uma empresa a parte, para segurança, limpeza e manutenção do Aeroporto. A Infraero nos custa R$ 42 mil mensais e essa empresa nos custa R$ 37 mil mensais. A Infraero é até um valor maior, mas como está sem os voos comerciais, ela está nos fazendo um valor abaixo", finalizou Nogueira. Voos suspensos O aeroporto está com os voos comerciais suspensos desde março de 2018, quando a Socicam, empresa que administrava o local, deixou a gerência da área devido a uma dívida de R$ 2.664.000, referente a 18 meses de repasses que ficaram pendentes da administração anterior. Na ocasião, a Prefeitura informou que pretendia reajustar o aluguel de hangares do aeroporto para levantar recursos e assim manter os voos comerciais em atividade. Três dias depois, a Azul Linhas Aéreas anunciou que suspenderia os voos comerciais no aeroporto da cidade devido à dívida do município com a Socicam. Depois do ocorrido, o aeroporto passou por fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que orientou ao município readequar alguns dos equipamentos do terminal. Dentre as adequações, foi pedida a construção da estação meteorológica. Estação meteriologica é construída em Aeroporto Mariana Gonçalves/G1 Convênio O convênio entre a Infraero e a Prefeitura de Divinópolis foi anunciado em março de 2019. Na época o então secretário de Desenvolvimento Econômico, José Alonso, disse ao G1 que o convênio custaria em R$ 79 mil por mês. Contudo, ele afirmou que este montante não sairia dos cofres municipais. “O dinheiro do repasse que será feito para a Infraero será arrecadado com o valor do aluguel dos hangares aqui do aeroporto. Reajustamos os valores dos hangares, porque precisávamos desse recurso e se fosse para retirar da folha da Prefeitura, nós não teríamos como, a folha não paga essa despesa”, informou o secretário na ocasião A intenção de reajustar os aluguéis dos hangares havia sido anunciada no ano passado. Porém, os valores só sofrerem uma alteração em março deste mesmo ano. Galileu Machado e representantes da Infraero assinaram contrato de convênio em junho de 2019 Mariana Milagre/TV Integração

Em breve novidade aqui!!!

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