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Caso Amanda: defensoria em Divinópolis pede homologação de laudo que atesta insanidade mental de vizinha que matou menina de 6 anos

17 Janeiro 2020

Sarah Maria de Araújo confessou ter matado Amanda Filgueiras Calais em agosto de 2019; ela contou que cometeu o crime por vingança. O MP disse que não vai recorrer.
Segundo a defesa de Sarah, laudo feito por perito atesta que ela tem problemas psiquiátricos Reprodução/TV Integração A defensoria pública em Divinópolis solicitou, nesta sexta-feira (17), que o juiz homologue um laudo psiquiátrico de Sarah Maria de Araújo, alegando que a mesma tem problemas de insanidade mental. Sarah matou Amanda Filgueiras Calais, de 6 anos, em agosto do ano passado. Sarah é assassina confessa e para que o laudo tenha valor jurídico, o juiz responsável precisa aceitar ou não a homologação no processo. O Ministério Público, que acusa Sarah, informou que está ciente do laudo e que por ter sido feito por um perito oficial, não irá recorrer, optando por aguardar a audiência de instrução. Aos poucos, Claudilene de Barros Filgueiras tenta recomeçar. A chegada de Lucas Gabriel reacende a esperança de dias melhores. “Eu espero que ele seja como a Amanda, ela era muito feliz. Não tinha tempo ruim com ela", disse a faxineira. O sonho de Amanda era ter um irmão. “O sonho dela era ter um irmão, que era vai nascer e infelizmente ela não está aqui, mas onde ela estiver, ela estará muito feliz”, conta a mãe emocionada. Claudilene de Barros Filgueiras, mãe de Amanda, tenta recomeçar a vida; ela estava grávida de dois meses quando a filha foi assassinada Reprodução/TV Integração O crime Claudilene estava grávida de dois meses quando Amanda foi morta pela vizinha, em agosto do ano passado, no Bairro Lagoa dos Mandarins. O crime brutal chocou a todos pela frieza da assassina confessa. Na época do crime, a PM disse que a família comunicou o desaparecimento da menina por volta das 17h do dia 8 de agosto. Em conjunto com moradores e o Corpo de Bombeiros, foi iniciada uma varredura pelo bairro na tentativa de localizá-la. Por volta de meia-noite de sexta-feira, moradores da rua onde a criança vivia com a família ouviram um forte barulho no quintal e foram verificar. Quando chegaram ao local encontraram o corpo da criança caído. Corpo de Amanda foi encontrado no Bairro Lagoa dos Mandarins em Divinópolis Reprodução/TV Integração Na residência vizinha de onde o corpo foi localizado, foram encontradas roupas da vítima e marcas de sangue. A Polícia Civil disse na época que a autora do crime era a vizinha da vítima e que após matar a criança, ela jogou o corpo pela janela do segundo andar do sobrado onde morava. Sarah contou, na época, que cometeu o crime por vingança, já que Claudilene teria feito uma denúncia no Conselho Tutelar contra ela. A mãe de Amanda nega que isso tenha ocorrido. Amanda foi assassinada em Divinópolis no ano passado Redes sociais/Divulgação Sarah foi presa no mesmo dia do assassinato e levada para o Presídio Floramar, em Divinópolis. Posteriormente ela foi encaminhada para o Presídio de Bambuí. "A investigada contou que a menina atravessou a rua para brincar com a filha dela, e juntas subiram para a casa da autora. Ainda segundo a mulher, num determinado momento as crianças brincavam e ela havia ido para o banheiro. Ainda segundo a autora contou, as meninas teriam chegado até a porta do banheiro e demonstrando que queriam urinar, como a mulher estava usando o banheiro ela orientou que as meninas utilizassem um balde que estava na área de serviço. A partir disso, Amanda teria sofrido uma queda e caído, segundo a investigada afirma", disse o delegado Regional da Polícia Civil, Leonardo Pio, na época do crime. O delegado afirmou ainda que os trabalhos de investigação realizados pelas equipes da polícia comprovaram que a situação não foi um acidente. O laudo da perícia técnica atestou que Amanda não morreu pela queda do segundo andar, a causa da morte foi por asfixia. Laudo Contudo, a situação pode mudar já que a defensoria pública conseguiu um laudo médico que atesta que Sarah tem transtorno psicótico. Portanto, ela deve ser transferida para um hospital psiquiátrico. Com o laudo médico, o defensor público Vanderlei Capanema pretende evitar que Sarah vá a júri popular. “Existe uma prorrogativa da defesa de tentar uma tese defensiva melhor para uma pessoa que é considerada inimputável, como é o caso de Sarah, com transtornos psiquiátricos. Porém, se não houver nenhuma novidade ou prova nova no processo, a tendência é que a gente peça mesmo a internação dela na primeira fase do procedimento de júri”, explicou Vanderlei. Defensoria em Divinópolis pede homologação de laudo psiquiátrico de assassina confessa O defensor público afirma ainda que o laudo psiquiátrico não beneficia Sarah, apenas daria a destinação correta o crime que ela cometeu. “Por exemplo, se ela fosse considerada ‘normal’ e pudesse ser levada a júri popular e receber uma pena, se ela pegasse uns 22 anos, ela com nove anos poderia ter progressão e estar na rua. No caso de pessoas inimputáveis, considerada com transtorno mental, ela tem avaliações periódicas e poderia ficar até 30 anos internada”, finalizou o advogado. A mãe de Amanda lamentou a situação do laudo. “Espero que ela fique na cadeia e pegue 30 anos pelo que ela fez. O que ela fez foi um absurdo”, desabafou Claudilene. Claudilene guarda lembranças da filha Amanda Reprodução/TV Integração

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