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Ex-diretor de hospital é indiciado em caso de ossada humana encontrada em Juiz de Fora

19 Fevereiro 2020

Restos mortais achados dentro do tronco de uma árvore em 2019 eram de paciente que fugiu do Dr. João Penido em 2016. A unidade de saúde foi procurada pelo
G1. Crucifixo com nome de Carlos Eduardo foi encontrado perto do local da ossada em Juiz de Fora Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil anunciou que vai indiciar um ex-diretor do hospital Doutor João Penido, em Juiz de Fora, por omissão imprópria em relação a um paciente, de 51 anos, que fugiu da instituição e foi a óbito em 2016. O G1 entrou em contato com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela administração do João Penido, para saber o posicionamento da instituição sobre a decisão. A assessoria do local enviou um pronunciamento oficial. Veja abaixo. A ossada de Carlos Henrique foi encontrada dentro de um tronco de árvore em agosto de 2019. Segundo a delegada Ione Barbosa, responsável pelo caso, a confirmação foi possível através de comparações de exames do homem com fragmentos da ossada. "Realizamos uma confrontação entre a tomografia computadorizada que foi disponibilizada pela família de Carlos Henrique com o crânio da ossada. Foi constatado que todos os pontos são coincidentes, e na sobreposição não há nenhum ponto dessoante", afirmou a delegada. Em setembro de 2019, a Polícia Civil já havia encontrado no local um crucifixo com o nome da vítima. "Chamamos a mãe, que reconheceu. Ela informou que comprou na cidade de Aparecida do Norte e pediu para marcar o nome da vítima", contou ao G1 na ocasião. Fuga do hospital e omissão O inquérito indicia o ex-diretor por omissão e conclui que o Hospital Dr. João Penido não garantia a segurança do paciente, que estava internado em leito psiquiátrico quando fugiu da instituição em 2016 e despareceu. Entretanto, a causa da morte de Carlos Henrique não pode ser confirmada, já que a ossada só foi encontrada três anos após o desaparecimento. "Entendemos que houve sim uma omissão imprópria ao zelar pelo paciente, não só ao administrar os remédios, mas também pela segurança do homem", reforçou a delegada. O inquérito será remetido à Justiça. Nota do hospital Em relação ao caso de evasão do paciente Carlos Henrique Leandro, em 2016, o Hospital Regional João Penido (HRJP) determinou a abertura de sindicância que evoluiu posteriormente para um processo administrativo, cuja conclusão apontou que o ocorrido não foi causado por negligência dos servidores da unidade. Foi instaurado ainda procedimento pelo Ministério Público para apuração de irregularidades e acordado entre promotoria e direção do hospital o aperfeiçoamento das medidas de segurança na unidade. Desde então, o HRJP aprimorou o controle de acesso de veículos ao hospital, alterou o local de embarque e desembarque de passageiros do transporte coletivo municipal, fechou alguns acessos com a instalação de alambrados, aumentou o quantitativo de porteiros, readequou os fluxos de ingresso da unidade tanto para pacientes e visitantes, quanto para servidores e terceirizados, proibiu o acesso de entregadores de refeições nas áreas assistenciais, implantou software para cadastramento e identificação de usuários, confeccionou novos crachás identificando o destino dos visitantes e implantou circuito de monitoramento de imagens, com objetivo de proporcionar ainda mais segurança aos pacientes. Polícia Civil de Juiz de Fora conclui inquérito de ossada encontrada próxima à hospital

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