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Escolas de samba de Poços de Caldas lamentam ausência dos desfiles no carnaval

20 Fevereiro 2020

Desde 2017, desfiles não acontecem na cidade por problemas na prestação de contas do carnaval anterior. O carnaval de 2020 marca o quarto ano sem os desfiles das escolas
de samba em Poços de Caldas (MG). Desde 2017, após uma decisão da prefeitura, as agremiações não recebem recursos para desfilar na avenida. Quem fazia parte das escolas, lamenta o fim dos desfiles.“É uma cultura muito bonita dos blocos, das escolas. Gerava empregos, mas tinha muita gente que vinha só pra ajudar mesmo. Muita gente boa e era muito bom isso”, lembrou Walisson Campos Jacomini, vice-presidente da Escola Vivaldinos da Vivaldi. A tradicional escola de samba do bairro Cascatinha foi a campeã do carnaval de 2016, com um enredo em homenagem a São Benedito. Seis desfilaram naquele ano, o último das escolas de samba. No ano seguinte, o prefeito Sérgio Azevedo (PSDB) anunciou que a verba de R$ 500 mil não seria repassada às escolas por falta de prestação de contas do último carnaval. Azevedo afirma que a prestação de contas ainda está na Justiça. “Este problema da prestação de contas ainda está em finalização. E é tudo muito demorado, envolve o Tribunal de Contas, enfim. Mas eu espero que possa dar tudo certo mais pra frente, não quer dizer que amanhã ou depois não possa voltar. Mas nesse momento, não faz parte dos nossos planos”. Desfiles de escolas de samba não acontecem desde 2017 em Poços de Caldas (MG) Reprodução/EPTV Para o prefeito, o cancelamento não prejudicou o carnaval da cidade. “Nós vamos fazer o carnaval exatamente como foi nos últimos três anos. Ele se mostrou um carnaval de muito sucesso, com os poços-caldenses gostando muito, os turistas também”. No barracão da escola de samba Saci-Pô, o carnaval empregava mais de 100 pessoas. Nas ruas, a escola reunia cerca de 700 foliões. A Saci-Pô venceu o carnaval da cidade por 33 vezes. Agora, ela organiza desfiles em outras cidades. Este ano, eles serão em Serra Negra (SP), Sacramento (MG) e Belo Horizonte (MG). “A gente que fazia o carnaval de escola de samba se sentia esse ator e ficamos sem o nosso palco, sem o nosso cinema, sem o nosso lugar. Então, a gente vive de recordação. E às vezes a gente vai matar essa saudade em outras cidades”, explicou o presidente de honra, Marcus Togni. Em 2017, a escola faria uma homenagem à colônia japonesa de Poços de Caldas. As fantasias continuam no barracão. “Dá uma aflição. É uma saudade que não tem jeito de falar. Precisa ter outra compreensão e eu acredito que possa voltar sim. Pra isso, precisa boa vontade e outro entendimento”. Escolas de samba lamentam fim de desfiles em Poços de Caldas (MG) Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas
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