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CPI é formada para apurar denúncias contra federação das Associações de Moradores em Divinópolis

20 Fevereiro 2020

Presidentes fizeram a denúncia durante audiência pública. Dirigente da Fambaccord nega as denúncias. A Prefeitura se manifestou sobre o caso. Câmara vai apurar denúncias Câmara de Divinópolis/Divulgação Uma
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi formada na Câmara de Divinópolis para apurar denúncias contra Federação das Associações de Moradores de Bairro e Conselhos Comunitários Rurais de Divinópolis (Fambaccord). A Prefeitura e o dirigente da Federação se manifestaram sobre o caso. As principais denúncias são relacionadas à falta de clareza nas finanças e a contratação de um menor. A comissão vai investigar ainda indícios de ingerência e irregularidades nas eleições para a presidência das associações e influência da Prefeitura na instituição. O presidente da Fambaccord, Ricardo Lúcio de Andrade, nega as denúncias e disse que o trabalho no local é sem fins lucrativos e sobrevive de parcerias. Por meio da assessoria de comunicação da Prefeitura, a procuradoria do município informou ao G1 que não foi notificada sobre a CPI e, portanto, não vai se manifestar. A CPI é formada pelos vereadores Eduardo Print Júnior (Solidariedade), Raimundo Nonato (PDT), Josafá Anderson (Cidadania) e sargento Elton Tavares (Patriota). As funções de cada parlamentar dentro da comissão serão definidas após o recesso de carnaval. A CPI tem 120 dias para conclusão dos trabalhos. Denúncia O sargento Elton explicou que, durante uma audiência pública com a federação, presidentes de associação de bairros apresentaram documentações de intervenções da federação na Prefeitura. "Relatos que, de forma dolosa, queriam impugnar chapas que vão concorrer com chapas ligadas ao prefeito. São relatos e provas, a audiência foi gravada, dos presidentes dos bairros. A denúncia também de menores assinando documentos, filho do presidente e outras denúncias graves", afirmou. Durante a CPI também serão apuradas denúncias de ameaça por parte de ex-presidentes, influência da Prefeitura na instituição com cargos comissionados e em assuntos comunitários. "Como transparência e no exercício da função de fiscalização, mediante estas provas e denúncias gravadas durante audiência pública, solicitamos a CPI para investigar e elucidar os fatos relatados", completou. Presidente nega O atual presidente da federação, Ricardo Lúcio de Andrade, disse que o movimento tem como objetivo acrescentar às lideranças dos bairros e convidou, denunciantes e vereadores, a conhecer o trabalho realizado. "Nós somos voluntários e aqui é um movimento comunitário. E tem só que acrescentar junto às lideranças dos bairros da cidade. Agora quem está denunciando precisa vir aqui para o movimento comunitário. Os próprios vereadores que estão montando a CPI precisam saber mais deste movimento para poder falar de coisas que não conhecem", afirmou. Ele afirmou que são 50 associações de bairros ativas e ressaltou que a Fambaccord não tem fins lucrativos e sobrevive por meio de parcerias, entre elas, a Prefeitura de Divinópolis. "Nós vivemos de parcerias, como temos com o município que paga a água, a luz, a internet e o telefone. E temos a nossa sede. Porque não temos receita", finalizou.

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