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Defesa Civil registra mais de 400 ligações por causa de tremores de terra em Muriaé

26 Fevereiro 2020

Três abalos sísmicos foram contabilizados desde sexta-feira (25). No entanto, Laboratório Sismológico de Brasília confirma dois; imóveis têm rachaduras e trincas depois dos registro. Tremor foi registrado na
madrugada desta terça-feira (25) em Muriaé Centro de Sismologia da USP/Reprodução A Defesa Civil de Muriaé informou que, entre sexta-feira (21) e terça-feira (25), recebeu mais de 400 ligações de moradores relatando sobre os tremores de terra na cidade. Na sexta, o Laboratório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) confirmou que dois abalos atingiram o município, o maior com magnitude de 2,4 graus na escala Richter. Na terça-feira, o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) detectou um tremor de 1,9 graus. De acordo com a Defesa Civil, técnicos foram enviados para avaliar três residências nos bairros Gaspar, Aeroporto e Safira. A pasta informou que os moradores destas casas relataram que trincas nas estruturas surgiram após os tremores, no entanto nenhum imóvel foi interditado. Tremores de terra são registrados em Muriaé Centro de Sismologia da USP registra novo tremor de terra em Muriaé A Prefeitura de Muriaé aguarda o envio de um técnico da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil para avaliar melhor a situação. Em nota, a Administração Municipal informou que "tremores de terra no município provavelmente estão sendo provocadas por acomodação natural das rochas que formam a crosta terrestre e que não há como prever se novos abalos vão ocorrer." 'Todas as portas da casa bateram' A Prefeitura informou que os abalos foram sentidos com maior força nos bairros Aeroporto, São José, Planalto, Safira, União, Gaspar, Dornelas, São Joaquim e Barra. O produtor de vídeos Rafael Garcia, de 34 anos, morador do Bairro Dornelas, informou ao G1 que sentiu apenas os tremores na sexta-feira, tanto quanto estava em casa, quando estava em outro bairro, o Napoleão. "No tremor de terça-feira, estava no Centro e não senti. Mas minha família, que estava no Bairro Dornelas, sentiu o abalo", explicou Rafael. O produtor também descreveu a sensação e afirmou que não houve danos, como trincas e rachaduras na casa. "Todas as portas de madeira bateram e as de vidro vibraram fortemente. A sensação é realmente como se um caminhão pesado estivesse passando em cima de uma ponte em que você está,", explicou Garcia. Na sexta-feira, o morador do Bairro União, Ailton Fernandes Corrêa, sentiu vários tremores durante a tarde. "O último pareceu que jogaram uma pedra no portão. A casa tremeu toda," descreveu. Histórico dos tremores Tremores foram sentidos em oitos bairros de Muriaé Reprodução/TV Integração De acordo com os registros e mapas da USP e da UnB, os três abalos tiveram como epicentro pontos diferentes. 1º tremor: registrado às 15h20 na sexta-feira (21) pela UnB com magnitude de 2,2 graus na Escala Richter, registrado próximo às margens do Rio Glória, acima da BR-356. 2 º tremor: registrado às 16h08 da sexta-feira pela UnB, com magnitude de 2,4 graus na Escala Richter, próximo às margens da BR-116, antes da entrada da cidade. 3º tremor: registrado às 0h14 da terça-feira (25) pela USP, com magnitude de 1,9 graus. A localização do epicentro do abalo não foi mostrada no mapa da universidade. O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Muriaé para saber sobre a localização exata dos epicentros, que informou que já solicitou a coordenadas para a Universidade de Brasília e aguarda retorno. Escala Richter Criada em 1935 pelo sismólogo americano Charles F. Richter, integrante do Instituto de Tecnologia da Califórnia, a escala Richter foi desenvolvida para medir a magnitude dos terremotos, que consiste no ato de quantificar a energia liberada no foco do terremoto. A escala Richter se inicia no grau zero e é infinita (teoricamente). Um dos fatores é que ela se baseia num princípio logarítmico, ou seja, um terremoto de magnitude 6, por exemplo, produz efeitos dez vezes maiores que um outro de 5, e assim sucessivamente. Veja mais: Magnitude menor que 2: tremores captados apenas por sismógrafos; Magnitude entre 2 e 4: impacto semelhante à passagem de um veículo grande e pesado; Magnitude entre 4 e 6: quebra vidros, provoca rachaduras nas paredes e desloca móveis; Magnitude entre 6 e 7: danos em edifícios e destruição de construções frágeis; Magnitude entre 7 e 8: danos graves em edifícios e grandes rachaduras no solo; Magnitude entre 8 e 9: destruição de pontes, viadutos e quase todas as construções; Magnitude maior que 9: destruição total com ondulações visíveis.
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