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Funalfa celebra 170 anos de Juiz de Fora com lançamento de 'Cadastro Municipal de Cultura'

29 Mai 2020

Plataforma reunirá dados de todos os agentes culturais em atuação no município. Sede da Funalfa em Juiz de ForaPrefeitura de Juiz de Fora/Divulgação Em celebração ao aniversário de
170 anos de Juiz de Fora, a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) lança no domingo (31) o Cadastro Municipal de Cultura, que reunirá dados de todos os agentes culturais com atuação na cidade. A coleta de informações acontecerá por meio de uma plataforma, que será divulgada pelas redes sociais da Funalfa, a partir deste fim de semana, após publicação no Atos do Governo. O Cadastro Municipal de Cultura também poderá auxiliar artistas locais, caso o projeto conhecido como "Lei de Emergência Cultural" seja aprovado no Senado Federal, e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (26), o projeto de lei que repassa R$ 3 bilhões da União para ações emergenciais destinadas ao setor cultural, durante a pandemia do novo coronavírus. A medida será executada como o pagamento de renda emergencial no valor de R$ 600 aos profissionais informais da área. O texto já foi enviado ao Senado. Segundo o diretor-geral da Funalfa, Zezinho Mancini, o cadastro é uma ferramenta estudada já há algum tempo pela Funalfa e pelo Conselho Municipal de Cultura (Concult). O banco de dados vai subsidiar políticas públicas e movimentos culturais no presente e no futuro. “Uma das razões que nos levaram a acelerar o processo de criação deste cadastro é o Projeto de Lei 1.075, popularmente conhecido como Lei de Emergência Cultural, que reúne várias propostas de parlamentares ligadas à cultura”. Mancini explicou que um dos pré-requisitos para solicitar esse benefício é estar em um cadastro de cultura, seja ele municipal, estadual ou federal. De acordo com a Funalfa, além de funcionar como espelho da produção cultural de Juiz de Fora, reunindo informações com uso mais duradouro, o cadastro se adapta às necessidades emergenciais. “A Funalfa propôs duas séries adicionais de perguntas. Na primeira, a ideia é mapear quem seriam os trabalhadores da cultura de Juiz de Fora aptos a receber o auxílio proposto pela Lei de Emergência Cultural. Estamos nos antecipando, considerando os critérios preconizados no projeto em tramitação. Caso não seja possível fazer dessa forma, buscaremos outros mecanismos para beneficiar nossos agentes culturais”, esclareceu o diretor-geral. A outra bateria de perguntas diz respeito aos impactos da Covid-19 na produção cultural da cidade. “A gente quer saber sobre eventos cancelados, quantas pessoas perderam o emprego, entender o prejuízo. A partir dos números levantados, temos que vislumbrar caminhos mais eficientes para reerguer o sistema local de cultura. A ideia é elaborar melhores planos para ajudar a classe artística, tanto nesse momento de maior urgência quanto na volta das atividades. Que políticas públicas e movimentos culturais podem alavancar a retomada da produção cultural de Juiz de Fora? É o que estamos questionando”, finalizou Zezinho.
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