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Polícia Civil em Juiz de Fora faz alerta após registrar crime de extorsão via WhatsApp e de falsa identidade em Tinder

15 Setembro 2020

Crimes praticados virtualmente têm se tornado rotineiros, mas 'sempre deixam rastros', diz autoridade policial. Imagem ilustrativa do aplicativo WhatsApp Altieres Rohr/G1 Dois crimes praticados na internet foram registrados em
Juiz de Fora, de acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Neles, duas pessoas foram indiciadas por extorsão e atribuição de falsa identidade, em ocorrências distintas. De acordo com a autoridade policial, Márcio Roberto Savino Lopes, crimes praticados virtualmente têm se tornado presentes e rotineiros na polícia, porém estes "sempre deixam rastros para identificar a pessoa por trás". Extorsão por aplicativo de mensagem Numa das ocorrências divulgadas pela polícia, um jovem de 23 anos foi indiciado por extorsão após ameaçar um indivíduo, de idade não revelada, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. Segundo a Polícia Civil, a vítima, que não teve a identidade informada, registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) após receber mensagens de um número de telefone desconhecido, ordenando a quantia de R$ 10 mil em troca de informações que seriam do interesse dela. A vítima também contou que passou a receber ameaças do suspeito, caso se recusasse a enviar o dinheiro. Além disso, as mensagens apresentavam ofensas e informações sobre a vida pessoal e profissional da vítima, o que indicava que o suspeito a conhecia. Após investigação, o jovem foi localizado e o caso foi remetido a Justiça, onde o rapaz vai responder pelo crime. Segundo Savino, a pena para o crime de extorsão é de quatro a 10 anos. Falsa identidade O segundo preso, de 33 anos, foi indiciado pelo crime de atribuição de falsa identidade, suspeito de utilizar imagens de outra pessoa em perfil do Tinder, aplicativo de relacionamentos. A vítima, uma mulher de 32 anos, foi quem entrou em contato com a polícia após descobrir, por amigos, que fotos dela estavam sendo usadas sem autorização. Após os trabalhos de apuração, a Polícia Civil chegou a um suspeito e foi lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Pessoas indiciadas por falsa identidade podem cumprir pena de três meses a um ano. Orientação Caso as pessoas sejam vítimas de situações semelhantes às divulgadas pelo G1, a autoridade policial, Márcio Roberto Savino Lopes orienta a população que registre um Boletim de Ocorrência (B.O.), façam capturas da tela do aparelho celular ou do computador com as mensagens ou imagens utilizadas pela pessoa, além de anotarem o nome do perfil. Tudo que puder servir para a investigação e prova deve ser recolhido para auxiliar a polícia.
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