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Você conhece os portos de Miritituba no Pará e a importância deles para o agronegócio? Entenda aqui

17 Fevereiro 2020

(Foto: Reprodução/Youtube) – É um vilarejo, cravado na margem direita do Tapajós, fica a 300 km de distância ao sul de Santarém. Para o produtor, isso significa 300

km a menos de estrada para percorrer até chegar ao destino final da BR-163. É fato que grandes cargueiros não conseguirão subir até Miritituba, por causa da pouca profundidade do Tapajós nesse trecho do rio, mas as barcaças (chatas) conseguem carregar boa parte da produção, que passará então a descer até Santarém pela hidrovia do Tapajós. Cada comboio de barcaças pode transportar até 30 mil toneladas de grãos. Isso equivale a mais de 800 caminhões de grãos. Rota fundamental pra o escoamento da safra agrícola.

Quase uma dúzia de empresas especializadas em transporte de cargas já estão por lá operando ou chegando. Nessa lista estão companhias gigantescas, como as tradings americanas Bunge e Cargill. Operadoras logísticas como Hidrovias do Brasil, Cianport, Unirios e Terfron.

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Além da distância mais curta em relação aos produtores de grãos do Mato Grosso, Miritituba guarda outras vantagens em relação ao porto de Santarém. Seus terminais são alcançados diretamente por um acesso de 30 quilômetros da rodovia Transamazônica (BR-230), que corta a BR-163. Por causa da sua localização, não há necessidade de passar pelo centro de Itaituba, que está na outra margem do rio. Em Santarém os caminhões carregados de grãos são obrigados a cortar o centro da cidade para chegar ao porto.

Porto de Miritituba -Por causa da estiagem, o Rio Tapajós oferece riscos à navegação.(Foto:Arquivo Jornal Folha do Progresso -Outubro de 2017)

Gigantes de logística inclusive internacionais investem em seus portos lá. Somente a Cargill, que tem um terminal de cargas em Santarém em operação há dez anos, investe cerca de R$ 200 milhões no local. O plano é triplicar o volume de soja exportado pela empresa em Santarém, saltando de 1,9 milhão de toneladas para mais de 4 milhões de toneladas por ano.
O corredor para Miritituba, ainda com todas as dificuldades de quase mil quilômetros sem asfalto, começou em 2014, com o terminal da BUNGE e hoje tem um terminal de petróleo, que é da ATEM, empresa de Manaus, além de cinco operações portuárias específicas. No porto público da CDP, que é uma instalação pública portuária de pequeno porte, a instalação da Transportes Bertolini, o terminal da Cianport, que é um terminal pequeno mas que atende commodities fazendo embarque ao largo para o exterior de barcaça de Mirituba até Santarém, e de Santarém faz transbordo ao largo.
Existe o Terminal da UniTapajós, que fez uma parceria com o Grupo Amaggi, que está operando em Miritituba e que leva para Barcarena para o terminal deles em Itupanema no Porto de Vila do Conde. Há o terminal da Hidrovias do Brasil, que é um terminal “chapa branca”, ou seja, ele não trabalha para nenhuma bandeira específica ou pra uma grande trade, mas trabalha para diversas trades, é o verdadeiro operador portuário, ele tem uma estação de transbordo em Miritituba e o terminal privado para embarque de longo curso para o exterior em Itupanema, projeto da Brick Logística que atendem mais as médias trades que não tem volume ainda que justifique uma operação própria em terminais portuários. Cada investimento desse em uma estação de transbordo em Miritituba, e um terminal privado em Barcarena e mais a operação de comboios de barcaças é um investimento da ordem de 1 bilhão a 2 bilhões.
Há o terminal de grãos da Cargill que também faz a operação de barcaças indo até Santarém, então hoje o destino desses terminais e estações de transbordos em Miritituba, são uma pequena parte, cerca de 25% ou 30% para Santarém e 70% ou 75% para Vila do Conde. O total de carga fechado no ano de 2019, ou seja, no quinto ano ultrapassou 10 milhões de toneladas. Cresceu de zero para dez toneladas em apenas 5 anos. Agora para a safra 2020, com a consolidação da pavimentação da BR-163, a estimativa é que se chegue próximo de 15 milhões de toneladas. Isso se o coronavírus der um tempo na China, grande compradora de grãos brasileiros.

Fonte:Bacana News /Comunicacão -14/02/2020

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