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Cerca de 32% das mulheres vítimas de violência não denunciam agressor pela dependência financeira, afirma deputada Camila

19 Novembro 2019

Cerca de 32% das mulheres vítimas de violência não denunciam agressor pela dependência financeira, afirma deputada Camila

Por Edmilson Pereira - em 11 minutos atrás 2

Aproximadamente 32%

das mulheres em situação de violência doméstica não denunciam os agressores porque dependem financeiramente deles. A deputada estadual e presidente da Comissão dos Direitos da Mulher Camila Toscano (PSDB), afirma que o empreendedorismo é um mecanismo fundamental para tirar a mulher do ciclo de violência.

Nesta terça-feira (19), Dia do Empreendedorismo Feminino, a parlamentar informou que apresentou uma emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA) destinando R$ 200 mil para a Secretaria Estadual da Mulher. Esse montante deverá ser utilizado para investir em capacitação das mulheres.

Os dados são da pesquisa Data Senado e também revelam que um dos maiores fatores de risco à mulher em situação de violência é a conduta do agressor em impedir o trabalho e estudo. “O homem se acha dono da mulher e como propriedade sua, ela só pode fazer aquilo que ele acha correto. A dependência financeira, não ter como se sustentar ou sustentar os filhos, faz com que a mulher permaneça nesse ambiente de agressão”, destacou.

A deputada defendeu o empreendedorismo como instrumento de rompimento do ciclo de violência, uma vez que, por meio da independência financeira, as vítimas podem encontrar mais um suporte para denunciar os agressores.

Camila vem debatendo nacionalmente políticas públicas para o enfrentamento da violência contra a mulher. Ela integra a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) e comandou mesas de debate,que resultaram numa série de propostas que serão transformadas em leis.

“É possibilitando que as mulheres vítimas de violência doméstica sejam financeiramente independentes que elas sairão do ciclo da violência. Muitas se mantêm vulneráveis por dependerem economicamente dos agressores, o empreendedorismo pode ser uma nova chance para elas”, explicou a parlamentar.

Fonte: Assessoria de Comunicação


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