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Mais de 30 mil alunos podem ter sido prejudicados por falha na correção do Enem, diz Inep

19 Janeiro 2020

Mais de 30 mil alunos podem ter sido prejudicados por falha na correção do Enem, diz Inep

Por Edmilson Pereira - em 4 horas atrás 8

Alexandre

Lopes – Agência Globo

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, disse que até 30 mil candidatos podem ter sido afetados por uma falha na contabilização dos pontos da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O número equivale a pouco menos de 1% dos quase 3,9 milhões de candidatos inscritos.

— É importante registrar que a nossa estimativa, com base em tudo o que rodamos até a madrugada, é que as possíveis inconsistências não cheguem a 1% do total dos 3,9 milhões de participantes. Esse é o público alvo que a gente acha que pode ter tido inconsistências — disse Lopes, que acrescentou na sequência que o número pode até ser menor: — Dentro desse trabalho de rodar e pela experiência que a gente está tendo, a gente estima que chegue a menos de 1%, menos de 30 mil. A gente acha que não vai chegar nem a 9 mil pessoas.

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Ainda segundo ele, a falha teria sido cometida pela gráfica responsável pela impressão e transmissão dos dados dos gabaritos ao Inep, a Valid S.A.. A reportagem procurou a empresa, mas não obteve resposta.

Apesar das falhas, Lopes afirmou que a data para abertura do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) continua mantida para a terça-feira (21).

As falhas na contabilização dos pontos de candidatos do Enem começaram a ser reportadas nas redes sociais na noite de sexta-feira. Grupos de estudantes de Minas Gerais relataram que obtiveram pontuações extremamente baixas apesar de terem acertado um número elevado de questões.

Pelo Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que o MEC havia detectado “inconsistências” no gabarito de algumas provas e que até segunda-feira (20) o problema seria resolvido.

Em entrevista coletiva, Lopes disse que, após os relatos sobre problemas na contagem dos pontos relatados em redes sociais, o MEC consultou a Fundação Getúlio Vargas, a Cesgranrio e a gráfica Valid S.A para encontrar a origem dos problemas. Segundo Lopes, o problema teria ocorrido na transmissão de dados referentes aos gabaritos de candidatos.

Ele disse que, como as provas são divididas por cores, houve erro na hora em que a gráfica informou ao Inep a cor do gabarito correspondente à prova realizada pelos candidatos.

Lopes afirmou que o Inep identificou quatro casos em que esse erro ocorreu. Os quatro são de candidatos oriundos da cidade mineira de Viçosa.

E disse que, apesar da falha, não houve nenhum candidato prejudicado uma vez que o Sisu, que utiliza a nota do Enem como critério para ingresso em universidades federais, só abrirá o prazo para candidaturas a partir de terça-feira.

— A abertura do Sisu está confirmada na terça-feira. Concluiremos nosso trabalho de identificação das inconsistências na segunda-feira — garantiu.

Indagado sobre o que ocorreria se o governo não conseguisse resolver até segunda-feira a situação de todos os candidatos que se sentiram lesados, Lopes disse não trabalhar com essa hipótese.


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