-->

Mãe de homem que morreu em abordagem da PM diz que não sabia que filho tinha sido baleado, em Pinhais

09 Janeiro 2020

Ela conta que, até então, havia sido informada que Cláudio de Lima Nascimento morreu em um acidente de trânsito; soldado é investigado no caso que aconteceu em dezembro de
2019. Mãe de rapaz morto pela PM diz que não sabia que ele tinha sido baleado A mãe de Cláudio de Lima Nascimento, de 28 anos, que morreu após uma perseguição, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em 2 dezembro do ano passado, disse que não sabia que o filho tinha sido baleado. Ela conta que, até então, havia sido informada que o filho morreu em um acidente de trânsito. "Foi dito que foi um acidente. A polícia ligou para minha irmã 4h30 e falaram para ela que tinha acontecido um acidente com o carro que estava no nome dela e que a pessoa que conduzia o veículo tinha vindo a óbito", disse a mãe que não quis se identificar. Ela diz que, no Instituto Médico-Legal (IML), só viu o corpo do filho coberto. "Quando eu fui ao IML, eu vi através de um vidro. Eu não cheguei perto do corpo. O corpo dele estava coberto do pescoço até os tornozelos", afirmou a mãe. O atestado de óbito apontou lesões torácica abdominal, instrumento de perfuro cortantes e acidente de trânsito como causas da morte de Cláudio. Vídeo mostra abordagem da PM Imagens de uma câmera de monitoramento da Guarda Municipal mostram que ele estava vivo quando capotou o carro em Pinhais. O caso foi na esquina da Avenida Iraí com a Rua Rio Cubatão. Eram quase 2h quando a câmera apontada para o carro da PM vai para a direita, faz alguns ajustes e mostra um carro capotado. Ao lado, dois policiais empunhando as armas. Quando a câmera aproxima a imagem, dá para ver o motorista do carro sentado, segurando na mão esquerda o que parece ser uma carteira. A mão direita, na sombra, não aparece. Nesse momento, o policial Éder Chatoski atira no motorista. Em seguida, o PM se afasta e atira de novo no motorista. Minutos depois, de outro ângulo, a câmera mostra o carro da polícia que bateu em um poste durante a perseguição ao carro suspeito. Um policial está deitado no chão. Assista ao vídeo mais acima. A vítima dirigia o carro de um parente. Ele tinha passagens por homicídio, roubo, tráfico de drogas, lesões corporais graves e porte ilegal de arma de fogo. Nesse caso, o de porte ilegal, Nascimento foi absolvido por um laudo atestou que ele tinha insanidade mental. Abordagem da PM que terminou com suspeito morto, em Pinhais Reprodução/RPC Boletim de ocorrência O boletim de ocorrência da situação envolvendo a morte dele diz que a equipe da polícia estava realizando patrulhamento na região do Guarituba quando os policiais deram voz de abordagem para um carro de cor preta. Outras equipes da polícia também foram até o local. Lá, viram o carro da PM batido em um poste e o veículo perseguido, capotado. No local, a equipe de apoio constatou que os PMs estavam feridos. O policial Éder Chatoski estava caído perto do carro, que tinha uma marca de tiro na porta. O motorista estava morto, segurando um revólver em uma das mãos. As armas dos policiais foram recolhidas. Após conferir os projéteis em cada uma delas, a equipe constatou que a única arma disparada foi a pistola do soldado Chatoski. De acordo com o número de projéteis nos carregadores, a equipe avaliou que o policial fez "aproximadamente sete disparos". A pedido da Polícia Militar, o inquérito que investiga a morte de Cláudio corre em segredo de justiça e, por isso, a corporação não pode repassar nenhum detalhe das investigações. Chatoski presta serviço no Batalhão da Guarda, em Piraquara, também na Região Metropolitana de Curitiba. Ele foi afastado das funções das ruas e agora só realiza trabalhos administrativos. A estimativa da polícia é de que o inquérito termine em até 20 dias. O que diz a polícia O soldado já prestou dois depoimentos - um no dia da ocorrência e outro no Inquérito Policial Militar (IPM). A Corregedoria da Polícia Militar está apurando a conduta de Chatoski nesse caso. A investigação também é acompanhada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). "A população pode acreditar que o inquérito vai chegar próximo da verdade real ou na verdade real propriamente dita", explicou o major da PM Aguinaldo Rodrigues Pereira. A polícia disse, ainda, que deve apurar em que circunstâncias a família recebeu a notícia da morte de Cláudio. "Infelizmente, se houve algum atraso de informações, a gente lamenta. Não é normal, mas se tiver uma responsabilização, com certeza, vai ser apurado", disse Pereira. O advogado do policial, Jeffrey Chiquini, diz que o soldado agiu dentro da lei, em legítima defesa. "Um indivíduo muito frio e calculista que tentou atingir policiais militares, por isso o soldado no estrito limite da lei precisou utilizar da força", afirmou o advogado. A Polícia Científica afirmou que não divulga o resultado de laudos. A Polícia Civil informou que também está investigando o caso. Veja mais notícias do estado em G1 Paraná.

Em breve novidade aqui!!!

Usuário(s) Online

Temos 10237 visitantes e Nenhum membro online
We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree