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Juiz marca interrogatório de Beto Richa e mulher em processo da Quadro Negro para julho

23 Janeiro 2020

Ex-governador e Fernanda Richa serão interrogados entre os dias 8 e 9 de julho; nessa ação, os dois e outras cinco pessoas são réus por obstrução de investigação.
Beto e a mulher respondem por obstrução de investigação; nessa ação, ela também é ré por organização criminosa Daiane Baú/G1 A Justiça estadual marcou os interrogatórios do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), da mulher dele, Fernanda Richa, e de outros cinco réus em um dos processos da Operação Quadro Negro para ocorrer entre os dias 8 e 9 de julho deste ano. A decisão do juiz substituto José Daniel Toaldo, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, é da noite de quarta-feira (22). Nessa ação, Beto e a mulher respondem por obstrução de investigação. Ela também é ré por organização criminosa, assim como os outros cinco acusados. A Operação Quadro Negro apura desvios de mais de R$ 20 milhões de obras de escolas públicas do estado, entre 2012 e 2015. Na mesma decisão, o juiz também marcou as oitivas das testemunhas arroladas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) para ocorrer entre 8 e 21 de maio. As testemunhas de defesa serão ouvidas entre 15 e 24 de junho. Beto Richa é apontado pelo MP-PR como chefe da organização criminosa que implantou um sistema de corrupção para conseguir propina por meio do favorecimento de empresas privadas contratadas pelo governo. Conforme a denúncia, depois de tomar ciência das investigações, o então governador procurou o delator e ex-diretor da Secretaria de Educação, Mauricio Fanini, e determinou que ele eliminasse provas de comunicações e de encontros entre eles. Os promotores alegam que, ao descobrir que havia um pedido de prisão contra o ex-diretor da secretaria, Beto solicitou que um ex-procurador - que informou Fanini sobre o pedido - o instruísse a se livrar de evidências do esquema de pagamentos indevidos. O MP-PR aponta que Fernanda Richa agiu para evitar que Fanini revelasse fatos sobre o suposto esquema de corrupção, "atuando pessoalmente em encontros e por meio de mensagens de texto". A denúncia também afirma que houve pagamento em espécie de "ajuda de custo" ao ex-diretor da secretaria para que mantivesse os gastos ordinários e não comprometesse a organização criminosa. Beto também é apontado como quem "comprou o silêncio" de Fanini. O G1 tenta contato com as defesas de Beto e Fernanda Richa. À época da aceitação da denúncia, eles não se manifestaram. Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.

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