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Policial investigado por morte de homem durante abordagem fica em silêncio em interrogatório

27 Janeiro 2020

Caso aconteceu em dezembro do ano passado, em Pinhais; um homem, de 28 anos, foi morto depois de uma perseguição. Interrogatório ocorreu nesta segunda-feira (27). PM investigado por matar
um homem vai à delegacia prestar depoimento O policial militar Éder Chatoski, investigado por matar um homem depois de uma perseguição, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi interrogado nesta segunda-feira (27). A vítima foi Cláudio de Lima Nascimento, de 28 anos, que dirigia o carro de um parente. O soldado, de 36 anos, está há cinco anos na polícia e foi afastado do serviço nas ruas. Na delegacia, ele chegou fardado, com dois advogados, e se manteve em silêncio no depoimento. Mãe de homem que morreu em abordagem diz que não sabia que filho tinha sido baleado Chatoski presta serviço no Batalhão da Guarda, em Piraquara, também na Região Metropolitana de Curitiba. O advogado do policial, Jeffrey Chiquini, diz que o soldado agiu em legítima defesa. "Está evidente que um policial no estrito limite da lei, no exercício da sua função, agiu em legítima defesa para proteger sua vida e de seu companheiro. Aquele indivíduo não foi morto, ele acabou morrendo por uma ação legítima de um policial. Ele morreu como consequência a uma ação legítima", afirmou o advogado. Vídeo mostra abordagem da PM O caso ocorreu em 2 dezembro do ano passado, na esquina da Avenida Iraí com a Rua Rio Cubatão. Eram quase 2h quando a câmera apontada para o carro da PM vai para a direita, faz alguns ajustes e mostra um carro capotado. Ao lado, dois policiais empunhando as armas. Quando a câmera aproxima a imagem, dá para ver o motorista do carro sentado, segurando na mão esquerda o que parece ser uma carteira. A mão direita, na sombra, não aparece. Nesse momento, o policial Éder Chatoski atira no motorista. Assista mais acima. Abordagem da PM que terminou com suspeito morto, em Pinhais Reprodução/RPC Em seguida, o PM se afasta e atira de novo no motorista. Minutos depois, de outro ângulo, a câmera mostra o carro da polícia que bateu em um poste durante a perseguição ao carro suspeito. Um policial está deitado no chão. Nascimento tinha passagens por homicídio, roubo, tráfico de drogas, lesões corporais graves e porte ilegal de arma de fogo. Nesse caso, o de porte ilegal, Nascimento foi absolvido por um laudo atestou que ele tinha insanidade mental. Câmera mostra o carro da polícia que bateu em um poste durante a perseguição ao carro suspeito. Um policial está deitado no chão Reprodução/RPC Boletim de ocorrência O boletim de ocorrência da situação envolvendo a morte dele diz que a equipe da polícia estava realizando patrulhamento na região do Guarituba quando os policiais deram voz de abordagem para um carro de cor preta. Outras equipes da polícia também foram até o local. Lá, viram o carro da PM batido em um poste e o veículo perseguido, capotado. No local, a equipe de apoio constatou que os PMs estavam feridos. O policial Éder Chatoski estava caído perto do carro, que tinha uma marca de tiro na porta. O motorista estava morto, segurando um revólver em uma das mãos. As armas dos policiais foram recolhidas. Após conferir os projéteis em cada uma delas, a equipe constatou que a única arma disparada foi a pistola do soldado Chatoski. De acordo com o número de projéteis nos carregadores, a equipe avaliou que o policial fez "aproximadamente sete disparos". De acordo com o número de projéteis nos carregadores, a equipe avaliou que o policial fez "aproximadamente sete disparos" Reprodução/RPC Inquéritos Ao todo, são dois inquéritos: um na Polícia Civil e outro Inquérito Policial Militar (IPM), em que o soldado prestou três depoimentos. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) é que vai decidir se oferece denúncia por ser homicídio doloso, ou se pede o arquivamento do processo se concluir que ficou comprovada a legítima defesa. De qualquer forma, o inquérito da Polícia Civil pode prosseguir. O inquérito da Polícia Militar já tem laudos. O perito que analisou as imagens não conseguiu afirmar se Nascimento estava com uma arma, "por causa da baixa luminosidade". Conforme o perito, é possível perceber que ele tinha na mão esquerda algo semelhante a uma carteira, destacada em vermelho. Porém, o laudo apontou que não é possível visualizar a mão direita. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o procedimento administrativo, para apurar as circunstâncias em que os fatos aconteceram, está em fase final. "Posteriormente, ao ser concluído, será encaminhado à Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual (Vajme) para apreciação". Conforme o perito, é possível perceber que ele tinha na mão esquerda algo semelhante a uma carteira, destacada em vermelho Reprodução/RPC Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.

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